A sua empresa está preparada para não ser vítima de fraude?
Durante anos, quando se falava de fraude empresarial, imaginávamos falsificação de documentos, desvio de dinheiro, apropriação indevida ou na manipulação de informação.
Atualmente, a realidade é (muito) mais complexa.
A fraude pode começar com um e-mail aparentemente banal, numa simples alteração de IBAN, numa fatura que parece legítima ou numa mensagem alegadamente enviada pelo administrador da empresa.
O criminoso já não precisa necessariamente de entrar pela porta, pode conseguir que alguém dentro da organização lhe abra a porta.
Uma das modalidades que melhor demonstra esta mudança é a chamada Business Email Compromise (BEC) ou CEO fraud .
O mecanismo é relativamente simples, o burlão faz-se passar por um administrador, diretor financeiro, fornecedor ou outro interlocutor legítimo e procura induzir um colaborador autorizado a efetuar um pagamento ou a alterar os dados bancários.
“Temos segurança informática?” ou “temos mecanismos suficientes para impedir que uma decisão legítima seja manipulada por informação fraudulenta?” A diferença não é meramente semântica, mas antes uma questão de gestão de risco.
A Europol identifica este tipo de fraude como uma ameaça relevante para as empresas e chama a atenção para a utilização de mecanismos como a urgência, a autoridade e a pressão psicológica para impelir as vítimas a ultrapassar os procedimentos normais.
Não é difícil perceber porquê.
Um colaborador que recebe uma mensagem do seu administrador/diretor a pedir uma transferência urgente pode não estar perante uma situação que pareça suspeita.
Pode estar simplesmente perante aquilo que, no seu entendimento, é uma ordem legítima de trabalho.
E é precisamente aqui que reside a eficácia da fraude.
Imaginemos o responsável financeiro de uma empresa a receber uma mensagem aparentemente enviada pelo administrador: “Estou numa reunião e não consigo atender.
Preciso que faça hoje uma transferência de 48.500 euros para este novo IBAN.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.