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Violência no Porto? "Não vou descansar enquanto o Governo não perceber"

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Violência no Porto? "Não vou descansar enquanto o Governo não perceber"

Defendendo que os episódios de violência, que se registaram nos últimos dias no Porto, refletem o "falhanço do Estado" na área da segurança, Pedro Duarte sublinha que tem falado "muitas vezes" sobre este tema com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"Ele está absolutamente consciente; foi uma decisão dele juntamente com o sr. ministro da Administração Interna de aprovar o reforço de efetivos. Portanto há uma comunhão de pontos de vista muito clara, aí não há divergências", garantiu, em declarações à SIC Notícias, esta noite.

Recordando que há cerca de 200 efetivos em formação para virem a integrar o Comando Metropolitano da PSP do Porto, o antigo ministro de Montenegro ressalva que "não há nenhuma falha" naquilo que foi prometido pelo Governo, e que o plano "está a ser cumprido", mas insiste que a cidade precisa de uma resposta "imediata".

"Eu não me vou calar. Eu não vou descansar enquanto o Governo não perceber a relevância deste tema" , insistiu. "Tenho feito esse esforço e vou continuar a fazer, independentemente de ter mais influência, menos influência e mais proximidade ou menos proximidade [com o Governo]. A minha obrigação, enquanto liderar a cidade do Porto, [é] defender uma cidade que é aquela em que eu acredito, onde as pessoas possam viver em segurança."

Apesar de o Porto ser, como sublinhou o autarca, das cidades europeias com maior rácio de câmaras de videovigilância por metro quadrado, faltam "efetivos policiais presentes, polícia na rua".

"Isso não tem acontecido por falta de efetivos", frisa, e daí o pedido feito agora à Direção Nacional da PSP. "A ideia é permitir-nos a nós, câmara municipal, investirmos e contratarmos polícia como algumas entidades privadas podem fazer", defendeu.

"Acho que aqui é uma circunstância onde o Estado falhou, eu não posso conformar-me com o Estado falhar. O Estado não pode falhar quando as pessoas mais precisam dele" , defendeu também.

Questionado sobre como fazer esse reforço de efetivos de forma mais rápida, Pedro Duarte explica que o que desejaria era poder "pagar a polícias atualmente para poderem estar alocados a uma determinada tarefa". "Isso acontece hoje em dia com determinado tipo de entidades privadas: bancos privados, hipermercados, supermercados... Nós vemos que há polícias que são remunerados para estarem numa determinada função, num determinado local", explicou.

O objetivo é, por isso, que "a câmara municipal, que é uma entidade pública" possa "fazer o mesmo que essas entidades privadas". "Nós definirmos que, num determinado horário - neste caso será essencialmente no horário noturno -, numa determinada zona da cidade, pelas suas próprias características, nós precisamos de ter polícia em permanência", continuou.

Questionado sobre se não deveriam ser os estabelecimentos de diversão noturna a ter essa iniciativa, o autarca considera que isso seria "excelente", mas garante: "Eu não posso ficar à espera que outros atuem.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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