Bolsa de Lisboa escapa a perdas europeias
A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão desta terça-feira 18 de agosto com uma valorização de 0,86% para os 9.299,21 pontos.
Os principais índices europeias caíram no vermelho , depois de terem iniciado o dia em terreno misto, influenciados pela subida nas yields [juros pagos] das obrigações.
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a EDP que valoriza 3,23% para os 4,66 euros, seguida pela Galp Energia que quebra 1,76% para os 21,36 euros, e a NOS que avança 1,03% para os 4,89 euros.
No verde está ainda os CTT, a Mota-Engil, a Jerónimo Martins, o Banco Comercial Português (BCP), a Sonae, a Ibersol, a REN, e a EDP Renováveis.
A negociar no vermelho encontra-se a Altri que quebra 0,53% para os 4,70 euros, seguida pela Semapa que cai 0,25% para os 20,15 euros, e a Navigator cai 0,19% para os 3,20 euros.
Europa cai no vermelho As principais bolsas europeias estão em queda, com exceção do índice espanhol, depois de terem iniciado o dia em terreno misto.
O DAX (Alemanha) quebra 0,41% para os 26.262,17 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,42% para os 8.543,32 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) sobe 0,03% para os 10.723,73 pontos.
O AEX (Países Baixos) desvaloriza 0,56% para os 1.108,60 pontos, o IBEX 35 (Espanha) sobe 0,12% para os 20.006,74 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,66% para os 53.232,00 pontos.
Um dos motivos apontados para esta descida nas bolsas europeias estão ligado à subida na yields das obrigações.
Desde segunda-feira 17 de agosto as obrigações dos Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha estão a bater máximos influenciando o comportamento dos índices bolsistas europeus na sessão desta terça-feira.
“A yield [juro pago pelas obrigações] das obrigações norte-americanas a 30 anos avançou na segunda-feira 17 de agosto para 5,31%, o que representa um máximo de 2007 e um agravamento de 40 pontos base desde o início de junho.
A taxa das obrigações do Canadá com a mesma maturidade avançou para o nível mais elevado desde 2010 e no Japão estão a renovar máximos deste século.
A tendência é similar no mercado europeu, com a yield das obrigações francesas a 30 anos no nível mais elevado desde 2008, refletindo a ansiedade com as negociações para o orçamento e as eleições de 2027.
Na Alemanha as yields estão em máximos de 2011 e o país deve pagar a taxa mais elevada em 15 anos numa emissão de dívida sindicada que está no mercado”, assinalou a consultora BA&N.
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