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Movimento contra IVG quer objetores no processo: “O SNS é pró-escolha, e não deve ser”

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Movimento contra IVG quer objetores no processo: “O SNS é pró-escolha, e não deve ser”

“O Serviço Nacional de Saúde está a ser pro-choice [pró-escolha], porque os médicos não podem tentar influenciar as mulheres a não abortar e isso tem de ser mudado.

Tem de ser mudada a lei, e é por isso que estamos aqui.” Foi no terceiro painel do colóquio "Aborto em Portugal — Realidade, consequências e alternativas", da organização anti-escolha Federação Portuguesa pela Vida (FPV), que teve lugar esta segunda-feira (19 de outubro) à tarde na Assembleia da República, que o moderador, Tiago Mota, da FPV, assumiu com clareza aquilo que já havia sido aflorado em intervenções de outros palestrantes: a reivindicação do direito dos profissionais de saúde a influir na decisão das mulheres que se dirigem ao serviço público de saúde para interromper a gravidez.

A médica Eva Palha, dos Cuidados de Saúde Primários da Unidade de Saúde Local Lezíria (Santarém), já tinha referido, no segundo painel ("Prática atual e consequências"), que quando lhe surge uma mulher que quer abortar, e que “quer um número de telefone, o encaminhamento para outra consulta” (a consulta que lhe permitirá acesso à interrupção de gravidez), procura perceber “porque é que ela pondera o aborto” .

A clínica menciona algumas das razões que lhe são apresentadas: “Justificam com relacionamentos instáveis, problemas económicos e também relações extra-conjugais, aconteceram vários casos destes.” Mas, considera esta médica de família, que se assume como objetora de consciência para a IG e deu uma entrevista ao jornal Nascer do Sol esta sexta-feira sobre o mesmo tema, nem as mulheres que lhe chegam com a decisão já tomada nem as que aparecem “num sofrimento enorme” e que vê como estando “a pedir ajuda” decidiram livremente: “Não fazem uma escolha livre, mas uma escolha condicionada”.

Daí que, explica, tente sempre “ajudar”.

Nem sempre, porém, o tipo de ajuda que esta objetora de consciência para a interrupção de gravidez (IG) oferece é aceite: “Há muitas mulheres que acompanho que abortam, e acho sempre isso uma perda, há mulheres que não se deixam ajudar.” Existe aliás, mencionou também Eva Palha no colóquio, dificuldade em “ajudar” porque, explica, os profissionais de saúde podem ter problemas profissionais, por causa das regras existentes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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