Portugal produz mais azeite e vinho do que consome. Então por que razão os produtores estão em dificuldades?
Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt Portugal produz mais azeite e vinho do que aquele que consome, mas a abundância registada nas estatísticas está longe de significar prosperidade para todos os agricultores.
Quatro produtores ouvidos pelo 24notícias , com baseada na realidade documentada dos dois setores, descrevem dificuldades no escoamento, pressão sobre os preços e custos de produção que continuam elevados.
E deixam vários pedidos ao Governo.
Os números mostram um país excedentário nas duas fileiras.
Segundo dados do INE relativos a 2025, o grau de autoaprovisionamento atingiu 247,9% no azeite e 107,2% no vinho.
Ou seja, Portugal produz bastante mais azeite do que necessita para o consumo interno e, no caso do vinho, mantém igualmente uma produção superior às necessidades nacionais.
A situação parece, à primeira vista, confortável.
Mas os indicadores nacionais escondem realidades muito diferentes entre regiões, modelos de produção e dimensão das explorações.
Produzir acima das necessidades internas não significa que toda a produção seja facilmente vendida, muito menos que o preço recebido pelo agricultor cubra os custos.
“Quando se olha para estes números parece que estamos todos a ganhar dinheiro.
Não estamos.
O país pode produzir muito azeite e exportar muito azeite, mas isso não significa que o produtor tenha margem”, afirma ao 24notícias António Martins, olivicultor de Trás-os-Montes.
“Produzir mais não me serve se vender abaixo do custo” O setor do azeite português sofreu uma transformação profunda nas últimas décadas, sobretudo com o crescimento do olival intensivo e superintensivo no Alentejo.
O aumento da produtividade colocou Portugal numa posição claramente excedentária e reforçou a capacidade exportadora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.