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Ex-vice-presidente da Libéria em prisão preventiva antes do julgamento

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Ex-vice-presidente da Libéria em prisão preventiva antes do julgamento

H oward-Taylor, de 63 anos, ex-mulher do antigo líder rebelde e Presidente Charles Taylor (1997-2003), foi vice-Presidente entre 2018 e 2024, eleita como companheira de candidatura do então Presidente, George Weah.

A ex-'vice' tinha sido detida no Aeroporto Internacional Roberts, situado a cerca de 30 quilómetros da capital, Monróvia, quando estava prestes a deixar o país, segundo as autoridades liberianas.

Foi "oficialmente indiciada no âmbito de uma investigação em curso sobre uma alegada rede de tráfico de estupefacientes que opera dentro e para além da Libéria", indicou o Governo do país em comunicado.

Outras três pessoas, dois cidadãos croatas e um ucraniano, foram também indiciadas no âmbito do processo e estão ainda a ser procuradas pelas autoridades

O caso surge numa altura em que o Governo liberiano lançou uma vasta operação nacional de combate ao tráfico de droga, após apreensões recorde, nomeadamente a maior de sempre no país: quase quatro toneladas de cocaína, avaliadas em mais de 317 milhões de dólares (276 milhões de euros), descobertas em julho durante uma operação numa estrada que conduz ao Aeroporto Roberts.

Em 07 de junho, tinham sido apreendidos 237,6 quilogramas de cocaína escondidos como uma carga comercial normal destinada a exportação no Aeroporto Roberts.

O Presidente liberiano, Joseph Nyuma Boakai, nomeou em 10 de agosto um novo diretor da Agência Liberiana de Combate à Droga.

Hoje, Howard-Taylor compareceu perante um tribunal antes de ser colocada em prisão preventiva, de acordo com o procedimento habitual. Encontra-se detida na prisão central de Monróvia.

Os seus advogados tinham pedido que não fosse colocada em prisão preventiva até ao julgamento, alegando que sofre de asma.

Também hoje, o partido da oposição Congresso Nacional Alternativo (ANC) instou, num comunicado, o atual Governo, liderado por Boakai e pelo seu partido, o Partido da Unidade (UP), a não visar apenas a oposição neste caso.

O ANC afirmou estar "profundamente preocupado" com o facto do Governo tender a visar pessoas associadas ao partido Congresso para a Mudança Democrática (CDC), de que Howard-Taylor é membro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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