Irão chama "assédio sistemático" a nova operação económica dos EUA
"Q uando um rufia declara que todos os bancos, empresas, portos e governos devem escolher entre obedecer aos caprichos de Washington ou enfrentar a retaliação americana, isso já não se limita apenas ao Irão", comentou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, na rede social X.
Esmail Baghaei observou que a operação de asfixia comercial, anunciada na segunda-feira pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, "procura aniquilar as normas mais fundamentais do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, ou seja, o respeito pela igualdade soberana e pela autodeterminação de todos os Estados".
Na mesma mensagem, o porta-voz da diplomacia de Teerão antecipou que "nenhum Estado que se preze e valorize a sua soberania e os seus interesses nacionais" estará pronto para aceitar "a normalização desta anarquia em grande escala e este assédio sistemático".
Baghaei afirmou ainda que o Canadá está a "aprender esta lição", em plena guerra comercial com os Estados Unidos.
O Qatar, um parceiro-chave dos Estados Unidos no golfo Pérsico, descartou hoje participar no novo pacote de sanções e insistiu que as partes devem reatar o diálogo e chegar a um acordo sobre o fim da guerra e a reabertura do estreito de Ormuz.
"Estamos a falar de sanções impostas por um lado contra o outro, não de sanções das Nações Unidas. Não temos nenhuma decisão a tomar a favor ou contra elas. A nossa prioridade é que todas as partes regressem às negociações para encontrar uma solução para esta crise", reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majid al-Ansari, na sua conferência de imprensa semanal.
O porta-voz disse que o seu país mantém contactos, juntamente com outros mediadores, como o Paquistão, para incentivar os dois lados a retomar o diálogo, embora tenha referido que não tinha atualizações sobre este assunto para partilhar com os jornalistas.
"O que importa para o Qatar é que a navegação volte ao normal no estreito de Ormuz, que as exportações, a segurança energética e as cadeias de abastecimento sejam garantidas.
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