TAP prepara-se para novos voos: O que muda com a entrada da Lufthansa
Está escolhido: A Lufthansa venceu a privatização da TAP, anunciou o Governo na quarta-feira , destacando que foi o grupo alemão que apresentou a melhor proposta pela companhia aérea de bandeira portuguesa.
Afinal, o que vai mudar? E o que prevê o acordo? Na prática, o Executivo de Luís Montenegro selecionou a Lufthansa para adquirir até 49,9% da TAP, com uma proposta de encaixe potencial de 1.201 milhões de euros, mantendo o Estado a maioria do capital da companhia portuguesa .
A conclusão desta primeira operação está prevista até ao início de 2028, dependendo ainda das autorizações regulatórias, nomeadamente da Comissão Europeia.
Na escolha pesou , sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
Hallo, Lufthansa! TAP dá boas-vindas ao grupo alemão: "Marco importante" A TAP reagiu ao anúncio do Governo de escolher a Lufthansa para a privatização da companhia aérea.
A empresa deu as boas-vindas ao grupo alemão e sublinhou que é um "marco importante".
Beatriz Vasconcelos | 13:41 - 14/10/2026 O que prevê o acordo? A integração da TAP na esfera da Lufthansa poderá criar o quarto maior grupo aéreo mundial em receitas e elevar de 9% para 20% a quota conjunta de passageiros na América Latina , segundo o Governo.
De acordo com a apresentação feita pelo Governo, a integração da transportadora portuguesa no grupo alemão permitiria atingir receitas de cerca de 47 mil milhões de euros, colocando o conjunto atrás apenas das norte-americanas Delta, United e American Airlines .
O grupo combinado tornar-se-ia assim o maior da Europa em receitas , ultrapassando a Air France-KLM e a IAG, dona da British Airways e da Iberia, que apresentam receitas de 37 mil milhões e 33 mil milhões de euros, respetivamente, segundo os dados apresentados.
Em número de passageiros , a Lufthansa e a TAP passariam a transportar cerca de 168 milhões de pessoas, tornando-se o sexto maior grupo mundial e o segundo maior europeu.
Já em termos de frota , o conjunto das duas companhias reuniria 942 aeronaves, ocupando igualmente a sexta posição mundial e a primeira entre os grupos europeus.
Um dos principais objetivos da integração é o reforço da presença da Lufthansa na América Latina, onde a sua quota de passageiros poderá aumentar dos atuais 9% para 20% com a incorporação da TAP.
A transportadora portuguesa assumirá, neste contexto, o papel de plataforma do grupo para o Brasil e outros mercados lusófonos, aproveitando a sua rede de ligações ao Atlântico Sul.
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