O custo total de um crédito chega aos 364.209 euros e não é o preço da casa
Existe um número no contrato de crédito à habitação que quase ninguém compara entre bancos e que é, de longe, o mais informativo de todos.
Chama-se montante total imputado ao consumidor, aparece abreviado como MTIC, e representa a soma de tudo o que o cliente pagará ao longo da vida do empréstimo: capital, juros, comissões, impostos, seguros exigidos e despesas associadas.
A Análise de Mercado do ComparaJá de Agosto indica que o MTIC médio dos clientes com menos de 35 anos foi de 364.209 euros.
Nos clientes com 35 ou mais anos, ficou nos 260.669 euros.
O primeiro esclarecimento necessário é que nenhum destes valores é o preço de uma casa.
O montante médio efetivamente financiado foi de 208.774 euros.
A diferença entre esse valor e o MTIC é o custo do dinheiro emprestado, distribuído por três décadas, mais tudo o que o contrato traz agregado.
É a resposta à pergunta que ninguém faz no balcão: no fim de tudo, quanto é que isto me custou.
A razão pela qual o MTIC é útil é a mesma pela qual é desconfortável.
Ele impede a comparação seletiva.
Um banco pode apresentar um spread mais baixo e compensá-lo com comissões de dossier mais altas, com um seguro de vida obrigatoriamente contratado na casa e com uma comissão de processamento mensal.
Outro pode oferecer um período fixo inicial muito competitivo e um spread elevado para a fase seguinte.
Comparados pela prestação do primeiro ano, o primeiro parece melhor.
Comparados pelo MTIC, a ordem inverte-se com frequência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.