Portugal junta em outubro ‘sommeliers’ de 70 mercados e quer vender em qualidade
Portugal vai juntar ‘sommeliers’ (ou escanções) de 72 geografias em outubro, com o objetivo de eleger o melhor, mas, sobretudo, de se promover enquanto país de vinhos de qualidade e não de quantidade.
“ Temos de pensar em menos volume e em mostrar mais qualidade.
Temos muita qualidade, mas temos de transmiti-la para fora para nos verem não como um país de vinhos baratos, mas de vinhos de qualidade ”, afirmou o presidente da Associação dos Escanções de Portugal, Tiago Paula em declarações à Lusa.
A associação defende um consumo moderado do álcool e quer passar a mensagem cultural do vinho, ou seja, como e onde é produzido, porque o vinho “também é território”.
Para isso, candidatou-se, há cerca de quatro anos, no Japão, à realização do ‘Best Sommelier of the World’ (o melhor ‘sommelier’ do mundo), concurso que vai receber, em Lisboa, entre 11 e 17 de outubro.
Nesta edição, na qual são esperadas mais de 3.500 pessoas, vão estar presentes ‘sommeliers’ de 72 mercados, da América do Norte à Ásia, passando pela América do Sul.
“ A ideia foi trazer a possibilidade de entrarmos no maior número de mercados possíveis” , explicou Tiago Paula à Lusa.
Os escanções são responsáveis pelo serviço de vinhos na hotelaria, garrafeira e na distribuição, fazendo não só a escolha, mas a harmonização dos vinhos com os pratos.
Muitos dos ‘sommeliers’ que vão chegar a Portugal são também decisores, influenciadores e empresários, além de candidatos.
Esta é a segunda vez que Portugal vai receber o ‘Best Sommelier of the World’ em quase 50 anos.
Nesta edição, Portugal organizou várias aulas sobre temas como a diversidade dos vinhos portugueses e quer apostar na redução da pegada de carbono durante a realização do evento.
Assim, vão ser recicladas todas as rolhas de cortiça e cartão, mas até o próprio vinho que, através de uma parceria com a Red Wine, vai ter os seus componentes reutilizados em produtos como adubos.
A última edição decorreu em Paris, em 2023, e juntou 68 países e mais de 4.000 participantes presenciais, contabilizando-se ainda 250.000 visualizações da transmissão da final.
O setor vitivinícola colocou, no ano passado, no mercado 726 milhões de litros de vinho para consumo interno e exportação, uma redução de 23 milhões de litros face a 2024, indicou o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), em março.
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