Ouro e bitcoin disparam com venda de dólares e dívida recorde dos EUA
Os preços Bitcoin e do ouro dispararam esta semana, ambos impulsionados por movimentos intensos no mercado obrigacionista, enquanto a principal criptomoeda internacional beneficiou de iniciativas políticas e económicas nos Estados Unidos, reportou a Associated Press.
A bitcoin tinha caído de um máximo de cerca de 95 mil dólares (82.700 euros) em janeiro para menos de 60.000 dólares (52.200 euros) no final de junho, com os cominvestidores a afastarem-se de ativos especulativos e os defensores das criptomoedas mostravam preocupação com a falta de avanços na regulação do setor.
No entanto sexta‑feira, o bitcoin voltou a subir acima dos 77 mil dólares (67 mil euros).
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Quais as opções? Ler Mais O ouro, entretanto atingiu em janeiro um máximo superior a 5.300 dólares (4.610 euros), mas recuou para cerca de 4.000 dólares (3.480 euros) em junho, à medida que a subida das taxas de juro tornava mais atrativos os investimentos remunerados.
No entanto na sexta‑feira, o ouro recepurou para 4.661 dólares (4.050 euros).
O primeiro choque surgiu na quarta‑feira, quando o Departamento do Tesouro anunciou planos para aumentar significativamente as recompras de dívida pública de longo prazo.
No mesmo dia, o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump — que obteve cerca de 1,2 mil milhões de dólares (1,04 mil milhões de euros) em 2025 com participações em criptoativos — apelou ao Congresso para acelerar a legislação sobre criptomoedas.
A reação foi imediata com a venda de dólares e valorização do ouro e do bitcoin, com investidores a procurarem ativos alternativos.
O Tesouro norte‑americano anunciou que iria pelo menos duplicar o volume das compras de dívida de longo prazo, numa tentativa de acalmar os mercados após uma onda de vendas.
A medida levantou dúvidas sobre se o Governo procura reduzir custos de financiamento apesar das pressões inflacionistas.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, planeia baixar os custos de endividamento de longo prazo, o que pode aumentar a inflação e limitar a ação da Reserva Federal.
No mesmo dia, a dívida nacional dos Esatdos Unidos ultrapassou os 40 biliões de dólares (34,8 biliões de euros), apenas cinco meses depois de ter atingido os 39 biliões (33,9 biliões de euros) em março e os 38 biliões (33 biliões de euros) em outubro.
A escalada da dívida, combinada com a guerra no Irão e a subida dos preços da energia, intensificou a pressão sobre o dólar.
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