“Há ainda muita iliteracia relativamente à transparência salarial. Formação é essencial”
Os salários praticados em Portugal vão ficar mais transparentes com a diretiva europeia que o Governo está agora a transpor.
Mas atenção: continuará a não ser possível exigir saber quanto ganha o trabalhador que se senta na secretária ao lado, e que — pelo menos em teoria — tenha o mesmo tipo de funções.
O alerta é dado pela advogada Susana Afonso, da CMS , que apela a que seja dada formação aos gestores e trabalhadores sobre que informação ao certo poderá ser solicitada com as novas regras.
Em entrevista ao ECO, a sócia responsável pela área de prática de Direito do Trabalho reconhece que o trabalho de auditoria e organização que as empresas terão de levar a cabo para dar resposta à nova lei será complexo , mas realça que é uma tarefa “fazível” e que produz “ aquela sensação de casa arrumada “.
Acabou tabu nos salários? Sete respostas sobre novas regras Ler Mais Susana Afonso avisa também que a maior parte das empresas acha que não tem um fosso salarial de género , mas atira: “Não há nenhuma empresa que tenhamos analisado em que se possa dizer que não tinha nenhum gap “.
Recomenda que os empregadores desmistifiquem e avancem com o trabalho interno que precisa de ser feito.
A advogada diz ainda que Portugal está atrasado na transposição desta diretiva, mas não é o único .
E, sendo que já existe uma proposta em cima da mesa e que o país há vários anos tem legislação sobre desigualdade salarial de género, não deverá arriscar uma penalização por parte de Bruxelas .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.