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Grupo Frasers falha OPA mas fica com 48% da Hugo Boss

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Grupo Frasers falha OPA mas fica com 48% da Hugo Boss

O Grupo Frasers controla agora quase metade das ações da Hugo Boss ProtoKiwi via Wikimedia Commons O grupo Frasers, detido em 73,7% pelo multimilionário britânico Mike Ashley, não conseguiu adquirir a totalidade das ações da Hugo Boss, como pretendia, mas aumentou a sua posição no capital da empresa alemã para 47,89%.

“A Frasers tem o prazer de confirmar que recebeu aceitações válidas da oferta referentes a 12.157.598 ações da Hugo Boss, correspondentes a aproximadamente 17,62% do capital e direitos de voto” , confirmou o grupo Frasers em comunicado .

“Como resultado, após o término do período adicional de aceitação da oferta, o número de ações da Hugo Boss objeto de aceitação da oferta, somado às ações diretamente detidas pela Frasers, totaliza 33.054.959 ações da Hugo Boss.

Isto corresponde a aproximadamente 47,89% do capital social”, acrescentou.

A Frasers, que entre outras também detém as cadeias House of Fraser e Sports Direct, já era a maior acionista da Hugo Boss, com 26,06%, quando anunciou, em junho, o lançamento de uma oferta sobre a totalidade do capital da marca de vestuário, propondo pagar dois mil milhões de euros, ou 38 euros por cada ação que ainda não detinha.

Contudo, em julho, a administração da Hugo Boss declarou-se desfavorável à Oferta Pública de Aquisição (OPA), considerando-a “desadequada de um ponto de vista financeiro”, por representar apenas um prémio de cerca de 4% face à cotação das ações da Hugo Boss nas vésperas do anúncio.

Assim, a marca recomendou aos acionistas que mantivessem os seus títulos, sem os alienar à Frasers.

Após um período inicial em que apenas 7% do capital da Hugo Boss aceitou a oferta do grupo, Mike Ashley prolongou o período até ao passado dia 13 de agosto.

Mas não conseguiu obter o aval para adquirir a restante parcela, ficando, ainda assim, com uma posição de quase metade dos títulos da Hugo Boss.

Segundo a Bloomberg , Mike Ashley tem assumido uma postura de investidor-ativista desde que entrou no capital da Hugo Boss, em 2020, apelando a mudanças numa marca que tem enfrentado dificuldades financeiras devido ao arrefecimento da procura.

Desde que o atual CEO chegou ao cargo, em 2021, a marca alemã tem vindo a implementar um plano para melhorar o seu desempenho financeiro através do fecho de lojas e da otimização da oferta.

Todavia, no início deste mês, a Hugo Boss revelou uma quebra de 29% no resultado líquido do segundo trimestre, para 33 milhões de euros, perante uma descida de 10% nas vendas, para 905 milhões de euros, e um aumento de 4% nos custos operacionais.

As ações da Hugo Boss iniciaram a sessão desta terça-feira a cair 0,66%, para 37,85 euros, abaixo dos 38 euros que eram oferecidos pela Frasers.

Já os títulos desta última sobem 1,45%, para 806 pence.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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