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Economia

Bessent diz que 19 ministros das Finanças consideram exportações baratas “insustentáveis”

Jornal Económico ·
Bessent diz que 19 ministros das Finanças consideram exportações baratas “insustentáveis”

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou na terça-feira 2 de setembro que 19 membros do G20 concordaram em combater os fluxos de exportações baratas que provocam desequilíbrios na economia mundial, enquanto a China se opôs.

Bessent falava no final de uma reunião de dois dias de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais, durante a qual procurou centrar as discussões no crescimento económico.

O responsável norte-americano disse ter incentivado alguns dos seus homólogos do G20 a seguirem o exemplo da administração do Presidente Donald Trump, recorrendo a tarifas alfandegárias e outras medidas para combater os desequilíbrios comerciais.

“Acreditamos que não é sustentável que economias que não funcionam segundo as regras de mercado coloquem no exterior um fluxo interminável de exportações baratas”, afirmou Bessent aos jornalistas, acrescentando que esta posição foi partilhada por todos os membros do G20, exceto um.

“É evidente que o país com o maior e insustentável excedente da balança corrente do mundo, a República Popular da China, foi quem discordou”, acrescentou.

A administração Trump, em linha com vários economistas, tem responsabilizado a China pelos desequilíbrios comerciais globais, apontando para o elevado excedente comercial chinês, em contraste com o défice dos Estados Unidos.

Bessent abordou também o próximo encontro entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping.

O secretário do Tesouro afirmou ter alertado outros países, no início do segundo mandato de Trump, de que a nova “muralha tarifária” dos Estados Unidos levaria os produtos chineses a serem desviados para outros mercados.

“E, infelizmente, eu tinha razão”, afirmou.

“O resto do mundo provavelmente precisa de analisar seriamente o que deve fazer para proteger os empregos dos seus cidadãos e a sua base industrial, para que tudo o que fazem não seja deslocalizado”, acrescentou.

Bessent revelou ainda que Trump e Xi vão discutir a regulação da inteligência artificial (IA) quando se reunirem este mês, defendendo a necessidade de mais salvaguardas para impedir que “atores não estatais” desenvolvam os próprios modelos.

O responsável afirmou ter transmitido diretamente aos líderes do setor que as empresas de IA, “quer sejam as construtoras dos centros de dados, quer sejam os próprios laboratórios”, fizeram um “trabalho horrível” a explicar a tecnologia à população norte-americana.

“Vão ter de assumir parte da responsabilidade e convencer o povo norte-americano de que todos os benefícios não vão ficar concentrados num pequeno grupo”, disse.

Após a conferência de imprensa, Trump escreveu na sua rede social que foram mantidas “conversações muito produtivas e positivas” durante as reuniões do G20.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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