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O estudo de Passos Coelho é uma arma de combate político?

Observador ·
O estudo de Passos Coelho é uma arma de combate político?

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Está no ar o Explicador da Rádio Observador, hoje na edição das manhãs 360 de fim de semana. Falamos sobre o estudo coordenado por Pedro Passos Coelho, as propostas para reformar o país por parte do antigo primeiro-ministro que vão ser apresentadas ao país no final de novembro. Para falarmos sobre este tema, são nossos convidados Sandra Ribeiro, deputada do CHEGA, Carlos Pereira, deputado do PS. A condução deste explicador é do Miguel Cordeiro.

Bom dia a todos que nos estão a ouvir. Bom dia também à Sandra. Eu devo dizer que desta indicação deste estudo fico relativamente tranquilo, porque tenho grande confiança naquilo que é a capacidade de pensamento de Sérgio Sousa Pinto. Gosto muito de Sérgio Sousa Pinto, sou amigo pessoal dele e acho que é de facto um grande intelectual, um pensador livre e estou certo que porventura impedirá que Pedro Passos Coelho volte às tropelias que fez em 2011, e isso pode ser uma boa notícia. Mas eu acho que o que temos ouvido de Pedro Passos Coelho nos últimos tempos, ouvimos agora, mas que já vem de algum tempo, não é novo. Pedro Passos Coelho tem talvez aumentado as intervenções no confronto com Montenegro, que é de facto uma discussão extraordinária dentro do PSD, isso que estamos a verificar. E é bom lembrar que Montenegro foi líder parlamentar de Pedro Passos Coelho durante o governo entre 2011 e 2015 e portanto, é uma relação muito grande entre os dois. Mas é extraordinário ver esta discussão dentro do PSD, em que um antigo primeiro-ministro que governou e fez reformas cujos resultados foram profundamente negativos para os portugueses, o que é mais ou menos consensual junto de todos os portugueses, que a época de 2011 a 2015 não deve ser repetida pelas malfeitorias que Pedro Passos Coelho trouxe nos salários, nas condições que as pessoas tinham no Serviço Nacional de Saúde, no investimento, até na produtividade, que ele diz que hoje é de facto o tema central, e eu estou de acordo com isso, a produtividade é de facto um tema central. Mas estava a dizer que é curioso que este antigo primeiro-ministro que governou e fez estas reformas cujos resultados estão à vista, a acusar o atual primeiro-ministro, que foi seu líder parlamentar, de não conseguir fazer reformas. Ou seja, um tem um problema com o resultado das reformas que fez, que foram muito desastrosas, e outro tem um problema com as reformas que não fez. E esta é a discussão que está dentro do PSD, que está instalada dentro do PSD, que promete intensificar-se à boleia de um estudo que eu espero que seja inconsequente com uma nova geração de reformas, que não se volte às reformas de 2012 catastróficas de Pedro Passos Coelho, porque se lembrarmos aquilo que foram os resultados que ele teve nos temas que ele diz que são essenciais, percebemos que de facto não são bem-vindas essas reformas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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