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Banca "robusta" mas não devemos "tomar isso como garantido"

Observador ·
Banca "robusta" mas não devemos "tomar isso como garantido"

A banca portuguesa está hoje, ao contrário do que acontecia há 20 anos, numa situação “ robusta e resiliente “, mas “ temos de evitar a complacência ” porque essa robustez e essa resiliência não podem ser “tomados como garantidos”, avisou Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal. Existem sempre “riscos” no horizonte que os bancos devem identificar e preparar-se para eles, acrescentou.

A declaração foi uma das principais mensagens que Santos Pereira quis transmitir no discurso de abertura de uma conferência, em Lisboa, relacionada com os resultados do trabalho de escrutínio da banca portuguesa que foi feito recentemente em colaboração com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP – Financial Sector Assessment Program ) em Portugal foi feito entre maio de 2025 e junho de 2026, tendo o respetivo relatório sido apreciado pelo conselho de administração do FMI em 17 de junho de 2026, concluindo formalmente a avaliação .

Num discurso em inglês, Santos Pereira considerou nesta terça-feira que os resultados do exercício foram “ muito encorajadores ” e considera que estes “mostraram que a banca em Portugal é resiliente e robusta”. “ Está mais bem preparado para o risco de choques do que estava no passado “, acrescentou Santos Pereira, lembrando que o último exercício deste tipo em Portugal tinha sido feito há 20 anos e as conclusões são, desta vez, muito mais animadoras.

Foi, notou Santos Pereira, uma “avaliação rigorosa e abrangente do sistema financeiro” que demonstrou que a “ banca portuguesa está preparada para enfrentar cenários adversos “. Mas “a resiliência nunca pode ser tomada como garantida”, sobretudo porque “vivemos num mundo em que a incerteza se transformou na pedra de toque “.

Não iremos ser complacentes perante os novos riscos que estão a emergir”, afirmou Santos Pereira.

A conferência desta terça-feira, no Museu do Dinheiro, em Lisboa, reúne responsáveis do Banco de Portugal, do FMI, académicos e representantes do setor financeiro para debater as principais conclusões do FSAP de Portugal, a resiliência do sistema financeiro, os riscos para a estabilidade financeira e os desafios futuros para o setor bancário.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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