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Carlos Coelho: "Ideia de o país não ter OE é ideia perigosa"

Observador ·
Carlos Coelho: "Ideia de o país não ter OE é ideia perigosa"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Explicador da Rádio Observador, arranca hoje mais uma edição da Universidade de Verão do PSD. Recebemos a esta hora o diretor desta iniciativa, Carlos Coelho, é também antigo eurodeputado. Boa tarde e obrigado pela disponibilidade. Esta edição recebe apenas dois ministros para além de Luís Montenegro. O PSD está a precisar de injetar ideias fora do governo ou não quer que a Universidade de Verão fique afectada por figuras que têm dado problemas a este executivo?

Muito boa tarde, muito obrigado pela pergunta. Não é o primeiro jornalista que me faz essa pergunta. Repare, a Universidade de Verão faz-se há 23 anos. Se comparar este programa com o programa da maior parte das edições, têm mais ou menos a mesma orientação sob esse ponto de vista, isto é, nós nunca quisemos que a Universidade de Verão se transformasse numa câmara de ressonância do governo. O que aconteceu no ano passado é que era o início de um ciclo político. Havia um governo novo que estava a iniciar funções e fazia sentido, o ano passado, ter um pouco mais membros do governo. Agora, de certa forma, regressámos à normalidade.

Sendo ministro da Educação, não fazia sentido ter Fernando Alexandre ou numa fase de incêndios contar, por exemplo, com Luís Neves?

Ninguém pode saber com antecedência qual é a situação das operações no terreno. Portanto, chamar alguém que estivesse diretamente envolvido num combate da Proteção Civil para a Universidade de Verão era correr o risco de se ele viesse, ser acusado de estar menos atento àquilo que se passava no país, e se ele faltasse, criar um buraco na Universidade de Verão. Mas uma vez mais, é aquilo que lhe disse. A nossa preocupação não foi trazer muitos membros do governo. A preocupação com a Universidade de Verão é pegar em 100 jovens e dar a formação que consideramos básica para que eles possam fazer uma intervenção cívica e política mais qualificada. Isso obriga a encontrar pessoas, muitas delas até fora do PSD, que venham dar ideias, venham transferir informação e conhecimento e venham responder às perguntas dos alunos. É isso que é mais importante.

Não sei, não quero antecipar o que é que o líder do partido e primeiro-ministro vai querer anunciar no seu discurso de encerramento. É de facto uma tradição da Universidade de Verão que o discurso de encerramento da Universidade de Verão do líder do PSD, quer quando estamos no governo e ele é primeiro-ministro, quer quando estamos na oposição e ele é líder da oposição, é sempre um discurso marcante. Estou com muita curiosidade para ver o que é que ele vai dizer no próximo domingo.

Há sempre temas que marcam esta fase do ano e naturalmente, por consequência, aos discursos, às intervenções dos presidentes do PSD. Um dos temas é o orçamento do Estado. O PS já impôs as condições ao governo. A AD está em condições de garantir que não fará uma revisão constitucional com o Chega?

Repare, eu não sei quais são as garantias que se têm que dar para quê. E não estou muito bem a ver a confusão dos planos entre matérias que são completamente distintas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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