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Hong Kong. Calor extremo afeta 79% dos idosos pobres

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Hong Kong. Calor extremo afeta 79% dos idosos pobres

Quase 79% dos idosos de baixos rendimentos em Hong Kong admitiram sofrimento físico ou mental durante períodos de calor extremo, enquanto muitos desconheciam os riscos de insolação e os apoios governamentais disponíveis, revelou um inquérito da Greenpeace.

O inquérito, realizado em junho e julho, revelou que 78,7% dos 127 idosos inquiridos relataram “pelo menos uma forma de desconforto relacionado com o calor que afeta a sua saúde, humor ou sono”, indicou o grupo ambientalista, num comunicado publicado no portal, na segunda-feira.

O estudo concluiu também que existe uma falta geral de consciencialização para a prevenção da insolação e sinais de “pobreza energética”.

Mais de 70% dos inquiridos subestimavam os riscos, havendo quem acreditasse que “ficar em casa significa não haver risco de insolação” e quem “desconhecesse os perigos”.

Devido à falta de equipamentos de refrigeração ou à incapacidade de suportar contas de eletricidade elevadas, 36% afirmaram que nunca ou raramente ligavam o ar condicionado durante as vagas de calor.

Além disso, 5,5% dos inquiridos disseram ter sido hospitalizados no último ano devido ao calor.

“As altas temperaturas são um assassino silencioso para os idosos, que, devido ao declínio das suas funções fisiológicas e, em alguns casos, a condições de saúde crónicas, são considerados um grupo de alto risco”, afirmou a ativista da Greenpeace, Prudence Yeung, no mesmo comunicado.

Entre 2015 e 2024, o número de altas hospitalares e mortes relacionadas com insolação entre doentes com 65 ou mais anos aumentou 16 vezes , passando de quatro para 68, segundo Yeung, citando dados oficiais, obtidos pela Greenpeace junto do Departamento de Saúde de Hong Kong.

Yeung criticou ainda o Governo da região semiautónoma chinesa por ainda não ter formulado políticas de adaptação para fazer face aos crescentes riscos relacionados com o calor para os idosos, acrescentando que existe “uma falta de mecanismo de coordenação interdepartamental”.

O inquérito revelou que quase 80% dos idosos não tinham recebido quaisquer serviços comunitários relacionados com o calor, “incluindo visitas domiciliárias, educação sobre prevenção da insolação e fornecimento de artigos de refrigeração”, nos últimos dois anos.

Hong Kong registou a 9 de agosto a temperatura mais elevada desde que existem registos, em 1884, ao atingir 36,9 °C na sede da agência meteorológica, cujas medições servem de referência para a cidade.

Segundo os cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e mais intensos em todo o mundo, incluindo vagas de calor.

Tal como na China continental e na vizinha região de Macau, a população de Hong Kong está em pleno processo de envelhecimento.

Em 2025, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3% e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na antiga colónia britânica, em 1961.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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