Arroios. João Jaime Pires renuncia e PS substitui segundo presidente de freguesia eleito em 2025
João Jaime Pires, presidente da Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa, renunciou ao cargo.
O ex-diretor do Liceu Camões, figura com profundo conhecimento sobre a freguesia, alegou "razões pessoais e familiares", numa comunicação feita esta segunda-feira, dia 14 de setembro.
Para o seu lugar subirá o secretário do executivo, Vítor Carvalho, confirmou o Diário de Notícias .
No comunicado, a Junta de Freguesia de Arroios detalha que os "projetos em curso" e os "compromissos assumidos com a população" se manterão.
Vítor Carvalho, militante de longa data do PS, foi o diretor de campanha de João Jaime Pires, professor que foi sempre apresentado pelo PS como independente.
Não sendo militante do partido, foi apoiado na coligação Viver Lisboa , em que estiveram associados PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN.
A vitória em Arroios foi considerado como um dos grandes momentos eleitorais autárquicos do PS em Lisboa, retirando a freguesia ao PSD-CDS-PP, que tinha visto Madalena Natividade assumir a presidência desde 2021 a 2025.
Foi a única freguesia que o PS conseguiu resgatar em comparação com 2021.
Em outubro, o PS alcançou em Arroios 42,34% dos votos, um dos maiores resultados em Lisboa, com oito mandatos para a Assembleia Municipal contra sete da coligação PSD-CDS-PP-IL.
Além da situação em Arroios agora conhecida, o PS já tinha sido obrigado a fazer reajustamentos nas listas a Executivos.
Em Marvila, José António Videira formalizou em agosto a renúncia, alegando motivos de saúde.
Pelo mesmo motivo, tinha suspendido funções em fevereiro, sendo substituído pelo socialista Joaquim Cerqueira de Brito, o qual integra o Executivo em Marvila desde 2015 e é figura conhecida pelas décadas de liderança da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez , a mais antiga casa regional concelhia em Lisboa.
Videira tinha sido líder da freguesia da Ajuda antes de rumar a Marvila, era das figuras mais importantes do PS em Lisboa, mas desde 2022 que esteve em interrogatórios, respondendo em tribunal por quatro crimes: dois de prevaricação e dois de abuso de poder.
Tinha sido condenado à pena de prisão de três anos e quatro meses e à perda de mandato, mas recorreu da decisão, recandidatando-se à liderança de Marvila.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.