Air Summit não se realiza este ano em Ponte de Sor
A cimeira aeronáutica Portugal Air Summit, que deveria decorrer este ano em Ponte de Sor, distrito de Portalegre, não vai realizar-se, porque a organização decidiu “fazer uma pausa” e “reinventar o evento” , foi esta terça-feira anunciado.
A Câmara Municipal e a Associação Comercial e Industrial de Ponte de Sor (ACIPS), organizadoras do Portugal Air Summit, anunciaram que o certame “terá uma pausa na sua edição” prevista para este ano, “dando início a uma nova etapa na evolução do evento”.
Contactado pela Lusa, o presidente do município, Rogério Alves, justificou que “está na altura de reinventar o evento e a estratégia de promoção do cluster aeronáutico do concelho e de toda a região”.
“O objetivo original era colocar Ponte de Sor no centro do setor e conseguimo-lo. Até o ultrapassámos, porque conseguimos que este pequeno concelho do interior entrasse no mapa mundial da aviação, da aeronáutica e da defesa”, afirmou o autarca.
Mas, como “o contexto é hoje diferente e o setor aeronáutico cresceu bastante, nomeadamente com o contributo de Ponte de Sor”, Rogério Alves salientou que “é tempo de fazer uma pausa”.
“É uma pena ter de tomar esta decisão, que é uma decisão difícil”, mas, nos últimos anos, “surgiram outros fóruns pelo país sobre aeronáutica e, como não queremos fazer um evento só por tradição, mas sim para que seja uma mais-valia, fazemos esta pausa e vamos procurar que o evento evolua e melhore” , sublinhou.
Com periodicidade bienal, o Portugal Air Summit, quando foi criado em 2017, foi um evento pioneiro em Portugal, tendo as diversas edições decorrido no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor.
Quando “praticamente não existiam fóruns dedicados à aviação, aeronáutica, espaço e, mais tarde, à defesa, Ponte de Sor assumiu a iniciativa de criar uma plataforma de debate, conhecimento e networking ” centrada naquelas áreas, lembrou a organização.
E, edição após edição, o certame “rapidamente reuniu a quase totalidade da massa crítica nacional destes setores, contando igualmente com uma crescente participação internacional”.
Ao longo das sete edições entretanto realizadas, pode ler-se, o Portugal Air Summit tornou-se “uma das principais plataformas nacionais dedicadas à aviação, aeronáutica, espaço e defesa”.
O evento promoveu “a realização de mais de 290 milhões de euros em oportunidades de negócio” e reuniu “mais de 300 mil visitantes, 948 oradores nacionais e internacionais e 553 empresas e entidades expositoras”, disseram as entidades organizadoras.
O impacto económico gerado para o território, que contou com “cerca de 15.000 dormidas”, está “estimado em 11,1 milhões de euros”, acrescentaram os promotores.
Agora, as duas entidades pretendem analisar qual a “melhor forma de projetar a marca e o território para o futuro” , até porque, nos últimos anos, surgiram “diversos eventos dedicados, total ou parcialmente, às mesmas áreas de atividade”.
Alguns têm “conceitos inspirados no percurso” do Portugal Air Summit “e beneficiam de condições muito diferentes” porque decorrem “em grandes centros urbanos, com incomparáveis capacidades logísticas, institucionais e financeiras”, vincou a organização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.