Oposição moçambicana pede investigação a disparos a apoiantes de Mondlane
Em comunicado, o partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), líder da oposição moçambicana, repudiou a atuação da polícia em Quelimane, centro do país, contra membros do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), criado pelo político Venâncio Mondlane, lembrando que o direito à manifestação é consagrado na Constituição.
"Apelamos às autoridades competentes para que seja realizada uma investigação independente, célere e transparente sobre os acontecimentos, com vista ao apuramento das responsabilidades e à responsabilização dos agentes que tenham eventualmente atuado fora dos limites da lei", lê-se na nota de repúdio do partido.
Para esta formação, é preocupante que agentes do Estado atuem para intimidar e agredir cidadãos indefesos em pleno exercício dos seus direitos, exigindo respeito pela dignidade humana, direitos fundamentais e princípio da proporcionalidade.
"A divergência política não pode constituir fundamento para a repressão, perseguição ou violência. Reiteramos a necessidade de que as instituições de defesa e segurança atuem com neutralidade, profissionalismo e respeito pelos direitos de todos os cidadãos, independentemente da sua filiação ou preferência política", apela o Podemos.
O partido Anamola contabilizou quatro feridos na sequência de disparos efetuados pela polícia contra os seus membros e apoiantes em Quelimane, quando se preparavam para marchar em celebração ao primeiro aniversário da formação, e pediu a responsabilização dos agentes envolvidos.
Também hoje, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) repudiou o ataque da polícia a membros e simpatizantes do Anamola.
"A Renamo condena qualquer atuação policial que ultrapasse os limites da legalidade, necessidade e proporcionalidade.
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