Montenegro responde a Passos: "PSD não deve estar acorrentado ao partido que está à nossa direita"
Luís Montenegro respondeu esta segunda-feira, 12 de outubro, ao antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, reiterando que o PSD "não precisa e não deve estar acorrentado" ao Chega.
Numa intervenção durante o jantar de comemoração da vitória autárquica de Pedro Duarte à Câmara Municipal do Porto, o líder dos sociais-democratas assegurou não deixar "de ouvir" a "visão diferente" que "aqui e acolá" por vezes é apresentada no PSD, mas que o Governo tem "uma linha, um rumo e uma convicção".
"Não somos daqueles que se acham mais inteligentes do que os outros, mais dotados do que os outros e que acham que têm sempre razão.
Mas somos dos que temos uma linha, um rumo e uma convicção.
É precisamente por isso que, quando no PSD se apresenta aqui e acolá, por vezes reiterada, uma visão diferente, não deixaremos de ouvir.
Mas, quando no início deste ano, se quis apresentar essa visão como alternativa, fizemos o que se impunha e desafiámos o partido a ser claro.
Temos sempre de ser claros, mas quando estamos no Governo temos ainda de ser mais claros, porque temos a confiança acrescida do povo.
Portanto, venham de onde vierem, se há alternativas de pensamento, elas devem ser analisadas e decididas.
Foi isso que fizemos no PSD.
Tivemos uma eleição no Congresso e temos agora um duplo compromisso: com o povo e com os militantes do PSD.
Esse compromisso é para cumprir.
Não vamos andar de mês a mês, de trimestre a trimestre, de semestre a semestre, repetir as decisões.
As decisões estão tomadas e são para levar até ao fim.
Não tenho dúvidas: este PSD não precisa e não deve estar acorrentado ao partido que está à nossa direita e que é hoje o partido com segunda maior representação parlamentar" , afirmou Luís Montenegro.
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