Mercados sob o signo do petróleo alto, das yields elevadas e com fantasma da subida dos juros da Fed
Os mercados entram na semana sob pressão de rendimentos soberanos elevados, preços do petróleo elevados e expectativas crescentes de apertos monetários, num contexto de conflito prolongado no Médio Oriente (EUA-Irão).
O importante oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, que serve como alternativa ao Estreito de Ormuz para o transporte de crude, foi fechado esta sexta-feira como medida de precaução depois de vários ataques dos rebeldes Houthis na quinta-feira, anunciou o ministério da Energia de Riade.
Também os ataques da Ucrânia à infraestrutura russa reduziram as exportações totais do país em 410 mil barris por dia em agosto, segundo a AIE.
O que explica as afirmações deste domingo de Donald Trump que disse que pediu ao homólogo ucraniano que pare os ataques contra o gasóleo russo, notando que estes estão a causar escassez e a provocar a subida de preços.
“Zelensky tem de fazer uma coisa.
Ele tem de parar de destruir a capacidade de produção de diesel na Rússia.
Está a causar escassez de diesel.
Isto não é causado pelo Médio Oriente.
Isto é o resultado do que está a acontecer entre a Rússia e a Ucrânia”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.
A semana será dominada pela decisão do Fed (prevista para quarta-feira, 16), com a BoE e BoJ também a reunir.
Segunda-feira tende a ser um dia de posicionamento e reação a desenvolvimentos geopolíticos/petróleo com dados limitados nos EUA e Europa.
O Banco Central Europeu (BCE) já destacou a alta dos preços do petróleo e do gás como um dos riscos que podem levar suas projeções de inflação a níveis mais elevados nos próximos meses.
Na Europa, os preços do gás natural atingiram o maior nível desde o fim de 2022, ano em que a Rússia lançou a invasão da Ucrânia.
As bolsas americanas terminaram a semana passada em queda, com o S&P 500 e o Nasdaq a registarem perdas acumuladas.
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