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"Um péssimo serviço ao país". João Galamba arrasa liderança do PS por causa dos combustíveis e renováveis

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"Um péssimo serviço ao país". João Galamba arrasa liderança do PS por causa dos combustíveis e renováveis

O antigo ministro das Infraestruturas e ex-secretário de Estado da Energia, João Galamba, lançou um duro ataque à liderança do Partido Socialista, acusando o secretário-geral, José Luís Carneiro, e a direção do partido de prestarem "um péssimo serviço ao país" em matéria de política fiscal e energética.

A reação surge na sequência da Convenção Autárquica do PS, que reuniu cerca de mil eleitos em Leiria para debater a lei das finanças locais e onde os socialistas propuseram duplicar a parcela de IRS e IVA transferida para os municípios, prevendo ainda atribuir às autarquias uma fatia direta dos lucros gerados pela produção de energias renováveis.

Numa publicação nas redes sociais, João Galamba insurgiu-se contra a estratégia que o partido tem vindo a seguir. "Depois de ter passado os últimos meses a defender a subsidiação generalizada dos combustíveis fósseis — sem uma única palavra sobre a importância de avançar na eletrificação para proteger a economia e as famílias —, o PS vem agora defender o agravamento generalizado da tributação sobre as renováveis, incluindo o solar e o eólico", apontou o antigo governante.

João Galamba, uma das figuras mais associadas à transição energética dos executivos de António Costa, alertou que a criação de novas taxas municipais sobre os projetos verdes, combinada com as medidas do atual Governo da Aliança Democrática, penaliza fortemente a competitividade do país.

"Somada à equiparação do solar e do eólico a prédios urbanos para efeitos de tributação em sede de IMI, proposta pelo atual Governo, esta subida de impostos sobre as renováveis é exatamente o oposto do que o país precisava para responder à crise dos combustíveis fósseis", frisou.

Apesar de reconhecer que a compensação financeira aos municípios que acolhem parques eólicos e solares é legítima, o antigo governante sustentou que essa redistribuição deve ser assegurada com recurso às receitas fiscais já existentes, em vez de criar encargos adicionais sobre quem investe na descarbonização.

"Num mercado plenamente integrado com Espanha, agravar a fiscalidade sobre as renováveis em Portugal equivale a dizer aos investidores: não invistam aqui, invistam em Espanha", sublinhou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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