segunda-feira, 12 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 01h Parlamento do Reino Unido volta a discutir o Brexit› 00h Pedro Passos Coelho considera regressar à política se PSD falhar› 23H Pedro Passos Coelho defende acordo entre PSD, IL e Chega› UE e China acordam reduzir para metade entrada de carros híbridos chineses› Montenegro considera "insensata" subida dos combustíveis e pede fim do conflito no Médio Oriente› "Não dá mais para viver assim": jovens acampam no Porto contra os preços da habitação› Riade volta a ser alvo dos Houthis: novos ataques atingem aeroporto internacional› Leão XIV desafia Trump e alerta para os perigos da inteligência artificial› Fátima une-se em oração pela saúde do Papa. "É uma voz importante neste mundo ao contrário"› Nódulo no pulmão do Papa foi detetado por acaso. Médicos acreditam que cirurgia pode ser curativa› 01h Parlamento do Reino Unido volta a discutir o Brexit› 00h Pedro Passos Coelho considera regressar à política se PSD falhar› 23H Pedro Passos Coelho defende acordo entre PSD, IL e Chega› UE e China acordam reduzir para metade entrada de carros híbridos chineses› Montenegro considera "insensata" subida dos combustíveis e pede fim do conflito no Médio Oriente› "Não dá mais para viver assim": jovens acampam no Porto contra os preços da habitação› Riade volta a ser alvo dos Houthis: novos ataques atingem aeroporto internacional› Leão XIV desafia Trump e alerta para os perigos da inteligência artificial› Fátima une-se em oração pela saúde do Papa. "É uma voz importante neste mundo ao contrário"› Nódulo no pulmão do Papa foi detetado por acaso. Médicos acreditam que cirurgia pode ser curativa
Últimas

Frugais, outra vez

Diário de Notícias ·

Haverá quem não se lembre já da crise de 2010 e das brechas que ela abriu na “família europeia”, deixando os Frugais, uma espécie de familiares ricos lá do Norte, a impor corretivos austeros aos imprudentes gastadores do Sul, a quem até fizeram usar em público, na altura, o humilhante acrónimo punitivo de PIIGS, como castigo pela falta de disciplina orçamental? Ora, com a grave crise geopolítica em curso e as ameaças a multiplicarem-se, a fricção no seio do projeto europeu volta a fazer-se sentir agora, na negociação do Orçamento da União Europeia para 2028-2034, e traz consigo velhos fantasmas.

Não se trata agora propriamente de punir “maus alunos” nas contas públicas, mas reacende-se a disputa sobre quem paga, quanto se gasta e, sobretudo, que Europa queremos construir, colocando de lados diferentes da barricada praticamente os mesmos elementos da família: de um lado, os Frugais (liderados pela Alemanha, com o apoio da Suécia, Finlândia, Áustria, Dinamarca ou Países Baixos) lembram aos restantes que é altura de apertar o cinto e redefinir prioridades, porque a vida não está para “brincadeiras”, e essa coisa da “coesão” é muito bonita apenas em tempo de “vacas gordas” e eleitorados tranquilos; do outro lado, os chamados “Amigos da Coesão”, entre os quais Portugal, lembram que essa, a coesão, é uma das características fundamentais do projeto que junta os 27, e não propriamente um luxo de preguiçosos subsídio-dependentes.

A proposta inicial apresentada pela Comissão rondava os 2 biliões de euros para os sete anos e foi revista em baixa na última versão, apresentada esta semana pela atual presidência irlandesa do Conselho da UE, para 1,62 biliões.

Para os Frugais, continua a ser demasiado.

Querem cortes mais profundos, num Orçamento que terá de acomodar novas prioridades: defesa e rearmamento, renovação tecnológica, competitividade, transição energética e segurança.

São prioridades difíceis de contestar por estes dias, reconheçamos.

O problema está na escolha que querem impor: financiar uma nova competitividade europeia à custa dos mecanismos de coesão e da política agrícola comum que continuam essenciais para a parte menos abastada da família, resgatando as diferenças de Norte vs.

Sul ou Ricos vs.

Pobres para o centro do debate.

Para Portugal, a discussão é particularmente importante, pois o país arrisca ver reduzida uma parte muito significativa dos recursos europeus dos quais depende o seu investimento e a sua convergência.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›