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Economia

Preço do petróleo Brent recua quase 3% e negoceia abaixo dos 104 dólares

Jornal Económico ·
Preço do petróleo Brent recua quase 3% e negoceia abaixo dos 104 dólares

O preço do barril de petróleo Brent para entrega em novembro recuava hoje perto de 3% e negociava abaixo dos 104 dólares, depois de na semana passada ter chegado perto dos 110 dólares.

Às 18:30 (16:30 GMT), o preço do Brent, referência na Europa, caía 2,69%, para 103,81 dólares por barril, no mercado de futuros de Londres, mantendo a tendência de queda registada na véspera.

Ao longo da sessão, o preço oscilou entre um mínimo de 101,53 dólares, às 14:34 (12:34 GMT), o que correspondia a uma queda de 4,06%, e um máximo de 106,02 dólares durante a madrugada, equivalente a uma subida de 0,18% face ao fecho da véspera, nos 105,83 dólares.

Quanto ao West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuava à mesma hora 3,21%, para 101,26 dólares por barril.

Durante a sessão, oscilou entre um máximo de 102,37 dólares e um mínimo de 99,1 dólares.

A queda ocorre num dia em que foi divulgado que a petrolífera estatal Saudi Aramco está a trabalhar para restabelecer, no prazo de alguns dias, cerca de metade da capacidade do seu oleoduto, que foi interrompido na semana passada na sequência dos ataques sofridos.

Na véspera, o preço do crude fechou com uma queda de 2,69%, perante as perspetivas de um aumento da oferta de petróleo proveniente da Arábia Saudita.

Segundo informações divulgadas, a Arábia Saudita terá oferecido carregamentos adicionais de crude através de Omã, o que aliviou temporariamente os receios quanto ao abastecimento do mercado.

Nos últimos dias, o Brent chegou perto dos 110 dólares por barril devido aos receios do mercado relativamente a eventuais problemas de abastecimento, após o encerramento do estreito de Ormuz e do oleoduto Este-Oeste, localizado nas regiões de Riade e Medina.

Este oleoduto transporta cerca de sete milhões de barris de crude por dia e constitui a principal rota de abastecimento dos mercados mundiais no atual contexto de tensões no estreito de Ormuz.

Além disso, os combates entre os rebeldes houthis e as forças do Governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita reduziram substancialmente a navegação no mar Vermelho e mantêm sob pressão o tráfego através do canal do Suez e do estreito de Bab el-Mandeb, vias de entrada e saída desta rota de transporte entre a Ásia e a Europa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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