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Economia

Empresa espacial Open Cosmos capta 300 milhões de euros para expandir produção de satélites

Jornal Económico ·
Empresa espacial Open Cosmos capta 300 milhões de euros para expandir produção de satélites

A Open Cosmos, empresa britânico-portuguesa de infraestrutura de satélites, anunciou esta segunda-feira a captação de 300 milhões de euros numa ronda de financiamento liderada por investidores europeus, numa altura em que governos do continente procuram reduzir a dependência de sistemas espaciais não europeus.

A ronda conta com a participação da Lightrock, da ETF Partners e do Institut Català de Finances, além da Iberis Capital, da Shilling VC e da Amena Ventures, de Portugal, e de dois fundos de pensões internacionais não identificados.

A empresa, sediada no Reino Unido e com instalações em Portugal, Espanha e Grécia, onde emprega mais de 400 pessoas, disse que os fundos serão usados para ampliar a capacidade de fabrico em massa de satélites e para acelerar três plataformas: a ConnectedCosmos, de comunicações seguras, a OpenConstellation, uma constelação partilhada de observação da Terra, e a DataCosmos, de processamento de dados.

A Open Cosmos diz conseguir fabricar um satélite por dia nas suas quatro fábricas na Europa e afirma uma taxa de sucesso de 100% em órbita.

Nos últimos três anos e meio, assinou novos contratos no valor de mais de 318 milhões de euros, disse a empresa num comunicado.

Segundo dados da PitchBook citados pela empresa, o investimento global de capital de risco no setor espacial atingiu 9,7 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, superando os 9,5 mil milhões de euros de todo o ano de 2025.

A captação surge num contexto de crescente aposta de governos europeus em capacidades espaciais soberanas de comunicação e observação da Terra, num setor historicamente dominado pelos Estados Unidos.

A empresa posiciona-se como alternativa para países que querem sistemas próprios sem assumir o custo de construir infraestruturas independentes.

A Open Cosmos diz também ter projetado, fabricado e lançado os primeiros satélites da ConnectedCosmos em apenas dois meses e meio, após obter os registos de espectro da banda Ka.

Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa, citado no comunicado, refere que “Portugal definiu como prioridade a construção de capacidade industrial própria em áreas críticas da economia espacial, num momento em que a Europa procura reduzir dependências externas em comunicações, observação da Terra e informação operacional”.

“A Open Cosmos é hoje um dos exemplos mais claros desse percurso, com uma presença industrial em Coimbra que integra satélites para missões europeias e que se articula com a Coimbra Supernova, iniciativa que pretende consolidar a região como polo de referência na cadeia de valor espacial” sublinha Ricardo Conde.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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