Prémio pago pela REN foi “perfeitamente normal”, diz Miranda Sarmento. Segunda fase da compra está sob “dever de reserva”
O prémio, de 15%, pago pelo Estado para adquirir 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega, foi “perfeitamente normal” para uma operação desta natureza e acabou por ficar abaixo do valor inicialmente exigido pelo vendedor , garantiu o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, no Parlamento.
E a segunda fase da compra, para reforçar a posição até aos 20% está sob “dever de reserva”, revelou o governante.
As declarações foram feitas na sequência do requerimento apresentado pelos grupos parlamentares da Iniciativa Liberal e do Chega sobre a entrada do Estado no capital da gestora das redes energéticas.
A Parpública pagou 389,8 milhões de euros pela participação , correspondente a 91,7 milhões de ações, ou 4,25 euros por ação.
O preço incorporou um prémio de cerca de 15% face à cotação média da REN nos seis meses anteriores.
REN.
Governo afirma interesse que acionista chinês permaneça Ler Mais Miranda Sarmento rejeitou a ideia de que o Estado tenha pago um prémio excessivo, acrescentando que o valor acordado ficou “abaixo daquilo que o vendedor inicialmente exigiu, porque houve uma negociação”.
Segundo Miranda Sarmento, a teoria financeira aponta para prémios na ordem dos 30% a 50% quando está em causa a aquisição de uma participação que permite o controlo de uma empresa e, “quando não permite o controlo da empresa, [como é o caso da REN] o prémio varia entre 10% e 25%”. (Notícia em atualização)
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