Homem acusado de atear fogo a mata em Aveiro nega crime
O arguido está acusado de um crime de incêndio florestal, ocorrido a 7 de julho de 2024.
Perante o coletivo de juízes, o arguido contou que estava a dormir num barracão, num parque situado na sua propriedade, quando foi acordado pela esposa.
O homem rejeita a acusação e disse que estava naquilo que era dele "sossegadinho", afirmando que não viu fumo, nem bombeiros.
O arguido, que se encontrava com uma pena suspensa, referiu ainda que ligou para a GNR a contar o sucedido, adiantando que a partir daí não sabia mais nada.
Ainda na mesma sessão, foi ouvida uma das moradoras no acantonamento que deu o alerta para o fogo e que disse ter avistado o arguido a caminhar na direção do parque.
A testemunha, que tem cinco crianças a seu cargo, contou ainda que tinha uma boa relação com o arguido, mas a partir de determinada altura passaram a ser alvo de ameaças por parte do mesmo, acusando-o de ser uma pessoa conflituosa e de já ter tentado atear outros incêndios, na zona.
O caso ocorreu em 7 de julho 2024, cerca 15:30. O Ministério Público (MP) disse que o arguido ateou fogo a uma mata de eucaliptos e pinheiros em Nossa Senhora de Fátima, junto a um acantonamento onde residiam três famílias.
O fogo foi avistado por populares que viviam no acantonamento e que apagaram as chamas, que consumiram uma área de dois metros quadrados de floresta.
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