Santa Clara-Famalicão, 1-0 (crónica)
O Santa Clara, que vinha de uma boa vitória fora de portas frente ao Académico de Viseu, recebeu o Famalicão, que procurava, nesta jornada, apanhar os açorianos na classificação.
O jogo no Estádio de São Miguel começou muito amarrado, com as duas equipas a estudarem-se e a preferirem não sofrer a marcar. A primeira grande oportunidade do jogo surgiu dos pés de Emanuel Fernandes, que, depois de uma carambola, viu a bola ficar a jeito do seu pé esquerdo e rematou para a baliza. A bola desviou-se na cabeça do seu companheiro de equipa Daniel Borges e obrigou Carevic à primeira defesa da tarde.
O Famalicão sentiu esta aproximação e tentou abrir o marcador. Após uma boa jogada de entendimento entre Sorriso e Pedro Bondo, o ala cruzou para a cabeça de Koutsias, que, com tudo para fazer golo, uma vez que a baliza estava deserta, cabeceou de raspão e viu a bola sair pela linha de fundo.
A resposta do Santa Clara não podia ter sido mais eficaz. Após um roubo de bola em zona avançada do terreno, Vinicius cruzou para Fernando Salles, que amorteceu a bola para Gonçalo Paciência fuzilar a baliza. Foi o 4.º golo do internacional português no campeonato, ele que, até agora, marcou todos os golos dos açorianos na prova e igualou Pavlidis no topo dos melhores marcadores do campeonato. Estava, portanto, aberto o marcador aos 21 minutos de jogo.
Seis minutos depois, Vinicius quase passava de herói a vilão. Após uma perda de bola, o extremo dos encarnados de Ponta Delgada cometeu um livre perigoso à entrada da sua área. Sorriso quase marcou na cobrança do livre direto, pois viu o seu remate ser desviado pela barreira. Ficou a ideia de que Lucas França estaria batido.
O jogo entrou, então, numa toada mais morna, com as equipas a batalharem muito pela posse. Nesta altura do jogo, os duelos eram constantes e assim continuaram até ao intervalo. A exceção foi um remate de muito longe de Gonçalo Paciência, que tentou aproveitar a má colocação de Carevic e ia fazendo um dos golos da época. Foi por pouco que o remate do capitão do Santa Clara não entrou.
O Famalicão entrou mais forte na segunda parte e dava mostras de querer, pelo menos, empatar rapidamente o jogo. Durante 15 minutos, os famalicenses não deixaram os açorianos respirar e estiveram sempre perto da área encarnada. O apogeu deste cerco foi um remate de Romeo Beney, que Lucas França defendeu com dificuldade para canto.
O Santa Clara reagiu e teve a melhor oportunidade do encontro. Vinicius, num slalom, perdeu o tempo de remate depois de tirar dois adversários do caminho, e Fernando Salles rematou, na sobra, muito mal. A partir daqui, os encarnados decidiram controlar as operações e sair em contra-ataque, especialmente depois de terem refrescado a frente de ataque. Foram várias as oportunidades desperdiçadas pelos encarnados de Ponta Delgada. Wellington Torrão e Brenner falharam invariavelmente o último remate, definindo muito mal várias situações de perigo.
O melhor que o Famalicão conseguiu foi rematar por cima, aos 92 minutos, por Rudi Almeida. Foi o canto do cisne, num jogo que permitiu ao Santa Clara chegar aos 7 pontos e ao Famalicão continuar com apenas 1.
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