Sporting bate Benfica na Supertaça e conquista o 11.º título nacional seguido no andebol
Não foi só pelo guarda-redes do Sporting, mas também muito pelo egípcio, que os leões começaram a fazer diferenças para conquistarem, este domingo, a Supertaça de andebol que abriu a época 2026/27, ante o Benfica, em Santo Tirso.
Com uma grande exibição de Aly na baliza, aliada à eficácia ofensiva, o Sporting triunfou no dérbi, por 31-24, aumentando o recorde nacional absoluto de títulos consecutivos de um só clube: são agora 11, depois dos tripletes de 2025/26, 2024/25, 2023/24 e da Taça de Portugal de 2022/23. Hegemonia verde e branca, dos comandados de Ricardo Costa, que nesta tarde-noite não contaram com o lesionado Martim Costa.
O jogo tornou-se desequilibrado desde cedo e o Sporting chegou ao intervalo a vencer por 15-6. Na segunda parte, o Benfica melhorou – sobretudo com maior recuperação nos últimos dez minutos – e, com um parcial de 16-18, o resultado ficou fechado a favor dos verdes e brancos, que igualam Benfica e ABC com sete Supertaças (foi a quarta seguida) e ficam a uma do recordista FC Porto.
Com quase dois minutos de jogo, Kiko Costa abriu o marcador. Vailupau respondeu de seguida com o 1-1 num livre de sete metros, mas a partir daí, entre mais ataques concretizados e defesas de Aly, o Sporting fugiu no marcador.
Aos cinco minutos, havia 3-1, aos dez 6-2, aos 15 já estava 9-3 e a maior diferença da primeira parte, de nove golos, estabeleceu-se nos instantes finais, primeiro com o 14-5 e depois com o 15-6. Além disso, se o Benfica não conseguiu aproveitar para marcar após a exclusão de Kiko Costa quando havia 10-5 aos 19 minutos, o Sporting fê-lo, aproveitando a superioridade após a exclusão de Fábio Silva aos 21 minutos para fazer maiores diferenças.
Na segunda parte, com a grande vantagem, o Sporting conseguiu, mesmo sem acelerar muito, manter e até aumentar as diferenças até meio desse período (chegou a estar 22-9 aos 45 minutos, a maior diferença no jogo). O Benfica voltou a encontrar em Mohamed Aly um muro até perto dos 45 minutos e, apesar de ter feito o triplo dos golos do que os que fez nos primeiros 30 minutos – também em situação de sete para seis – não teve argumentos para contrariar o adversário.
A diferença foi-se mantendo entre os nove e dez golos e só baixou para oito golos com o 26-18 aos 52 minutos e, de seguida, para os sete, com o 26-19, tendo sido sempre de sete e oito golos até ao 31-24 final. O Sporting, mesmo com a melhoria final do Benfica, não desligou e impediu maior aproximação nos minutos finais, conseguindo também superar os 30 golos marcados no jogo. Christian Manojlovic, o único reforço até ao momento nos campeões nacionais, também entrou e marcou e até o guarda-redes Mohamed Aly, que brilhou com cerca de uma dúzia de defesas, fez também um dos golos.
O melhor marcador do jogo foi Francisco Costa, com oito golos. Do lado do Benfica, João Bandeira foi quem mais concretizou, com quatro tentos.
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