Carneiro quer rentrée como "demonstração da força de uma alternativa" tal como em 1995
O secretário-geral do PS disse querer que da rentrée de hoje do partido, no Algarve, arranque a “demonstração da força de uma alternativa para o país”, tal como em 1995 António Guterres fez com a Festa da Pontinha.
À chegada para o arraial popular em Olhão, com o qual os socialistas marcam o regresso à atividade política depois das férias de verão, José Luís Carneiro foi questionado sobre uma eventual comparação com a Festa da Pontinha, que em 1995 foi organizada pelo PS de António Guterres, a poucos metros da tradicional Festa do Pontal, a rentrée do PSD.
“Foi aqui que em 1995 arrancou a nova maioria e é aqui que vai arrancar a demonstração da força de uma alternativa para o país”, respondeu o líder do PS.
Não havendo eleições no horizonte, José Luís Carneiro disse ser tempo para “construir uma alternativa, afirmá-la, torná-la conhecida e convocar todos os portugueses a participar nesse espaço de participação política”.
“Porque todos serão convocados para participar na construção de uma alternativa a um Governo que não responde aos problemas das pessoas”, defendeu.
Questionado sobre qual é o ‘timing’ para a construção dessa alternativa, o líder do PS respondeu: “tem tempo, eu vou falar sobre esses tempos”.
A rentrée do PS, que este ano foi antecipada para o meio de agosto e realiza-se dois dias depois da rentrée do PSD, também no Algarve, reúne hoje à noite vários dirigentes e deputados do PS em Olhão, no distrito de Faro, entre os quais o antigo presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva, os ex-governantes Alexandra Leitão, Ana Mendes Godinho, André Moz Caldas, António Mendonça Mendes e Miguel Cabrita, além do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
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