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Moscovo afirma que acolheu Assad porque corria "risco de morrer"

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Moscovo afirma que acolheu Assad porque corria "risco de morrer"

"N ão houve nem há qualquer motivo político por trás da sua admissão no nosso país. A decisão foi tomada exclusivamente com base em considerações humanitárias, dadas as circunstâncias dramáticas que rodearam a mudança de poder na Síria. Ele [Assad] e os membros da sua família corriam risco de morte", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russa, Maria Zakharova, durante uma conferência de imprensa citada pela agência russa TASS.

O antigo líder sírio está exilado na Rússia, país que apoiou o seu regime a nível militar durante a guerra civil (2011-2024), desde que foi deposto em dezembro de 2024 numa ofensiva relâmpago de grupos rebeldes.

Damasco condenou Bashar al-Assad à morte à revelia no início do mês na Síria por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante os 14 anos de guerra civil no país.

A Síria, agora liderada pelo Presidente interino e ex-líder do grupo islamita sírio Organização de Libertação do Levante, Ahmad al-Sharaa, tem procurado manter relações cordiais com Moscovo.

Na quinta-feira, Al-Sharaa e o homólogo russo, Vladimir Putin, conversaram por telefone e abordaram o memorando de entendimento que permitirá à Rússia manter duas bases militares na Síria, com uma redefinição das funções.

Segundo a presidência russa, Vladimir Putin e Ahmad al-Sharaa também "debateram a situação atual e as perspetivas das relações russo-sírias".

O memorando assinado por Damasco e Moscovo no início do mês pôs fim a conversações que se prolongaram por mais de um ano e meio e que tiveram início com a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

As bases militares passarão a ser "centros conjuntos de treino e reabilitação", um processo que deverá estar concluído num prazo máximo de três meses.

A base naval de Tartus tem sido utilizada desde a década de 1970, na sequência de um acordo entre a União Soviética e a Síria, enquanto a base aérea de Hmeimim foi construída e utilizada pelas tropas russas em 2015 para reforçar a sua presença na intervenção militar a favor do regime de Bashar Al-Assad.

A queda do regime de Assad em 2024 representou um golpe para a influência de Moscovo na região.

Desde então, Putin tem-se esforçado por estabelecer relações com as novas autoridades de Damasco, apoiadas pelos Estados Unidos.

Por seu lado, a Síria declarou-se disposta a cooperar com Moscovo e al-Sharaa foi recebido duas vezes por Putin em Moscovo desde que chegou ao poder.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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