Taxa de juro no crédito à habitação sobe pelo quarto mês seguido para 3,162%
A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto, mais 2,7 pontos base do que em julho , segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do quarto mês consecutivo de subida. Nos contratos celebrados nos últimos três meses (entre maio e julho), a taxa manteve-se em 2,910% , o mesmo valor apurado no mês anterior.
Tomando somente em consideração meramente a aquisição de casa , destino de financiamento com maior peso no total do crédito à habitação, a taxa de juro implícita fixou-se em 3,148%, uma subida de 2,3 pontos base face a julho . Já nos contratos deste segmento celebrados nos últimos três meses, o INE regista uma descida de 0,5 pontos base, para 2,897%.
O INE revela ainda que a prestação média mensal paga pelas famílias com crédito à habitação situou-se em 418 euros em agosto , um valor de quatro euros acima do mês anterior e 24 euros superior ao registado em agosto de 2025. Desse montante, 209 euros correspondem ao pagamento de juros e outros 209 euros a capital amortizado, ou seja, os juros pesam metade da prestação.
Nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a prestação média subiu 13 euros, para 744 euros , o que representa um aumento homólogo de 14,3%.
O capital médio em dívida para o total dos créditos à habitação aumentou 725 euros face a julho, para 80.188 euros, enquanto nos contratos dos últimos três meses esse montante médio se fixou em 185.812 euros, mais 3.336 euros do que no mês precedente.
Os dados divulgados pelo INE resultam de informação enviada pelas instituições bancárias até 10 de setembro, e a próxima atualização destes indicadores está marcada para 21 de outubro.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.