Greta junta-se a protestos em França: "O nosso futuro está a ser roubado"
A ativista Greta Thunberg juntou-se esta terça-feira, dia 13 de outubro, aos protestos estudantis que decorrem em França há já várias semanas e continuam a mobilizar centenas de estudantes.
"Os jovens não estão a ser incluídos nos debates", disse a ativista sueca, de 23 anos junto ao Lycée Paul Éluard, nos arredores de Paris, citada pelo The Guardian.
E acrescentou: "O nosso futuro está a ser roubado e, como vemos aqui, as escolas não estão a receber o investimento de que precisam".
De sublinhar que, esta terça-feira, o ministro da Educação francês, Édouard Geffray, disse que as manifestações estudantis, a decorrer pelo quinto dia consecutivo, está a perder força, mas um sindicato estudantil garante que 90% das universidades foram fechadas.
Segundo o ministro, há cerca de 200 escolas que permanecem bloqueadas, mas está a assistir-se a "uma diminuição da mobilização".
O União Estudantil (Union Étudiante), uma das principais organizações de representação e sindicalismo estudantil em França, assegurou, no entanto, que 90% das universidades estão "bloqueadas ou fechadas".
Os estudantes franceses saíram à rua pelo quinto dia consecutivo de protestos, num momento em que podem perder ímpeto pela chegada do feriado de Todos os Santos, na sexta-feira.
Na última semana, os protestos ficaram marcados por vários confrontos entre os estudantes e a polícia francesa.
Milhares de jovens foram detidos e centenas ficaram feridos.
Por exemplo, um adolescente de 14 anos sofreu a amputação de uma mão quando uma granada explodiu.
Também um jovem de 14 anos ficou gravemente ferido no rosto depois de ter sido atingido por uma granada de gás lacrimogéneo em trajetória direta.
O polícia foi posteriormente indiciado pelo crime de "violência praticada por agente da autoridade pública resultando em mutilação ou invalidez permanente", estando ainda proibido de exercer funções até ordem em contrário.
Recorde-se que os protestos são sobretudo contra a falta de professores e de meios nas escolas ou as condições das salas de aula.
O movimento estudantil iniciou-se nos arredores de Paris, tendo-se depois alargado a outras regiões do país e transformando-se num movimento nacional de pressão sobre o governo de Emmanuel Macron.
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