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Ensino superior é só para ricos?

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Ensino superior é só para ricos?

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Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.

Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.

O ensino superior público ainda tem barreiras nítidas no acesso daqueles com mais dificuldades económicas, digamos assim. Se calhar é melhor dizer que a universidade não é para pobres. Dos quase 50 mil estudantes que entraram no ensino superior público, agora na primeira fase, apenas 1625, cerca de 3%, beneficiaram do escalão A do apoio social no secundário. E este número até pode ser enganador porque a percentagem baixa quando se trata dos cursos com a última nota de entrada mais elevada, aqueles cursos como engenharia aeroespacial ou medicina, que são à partida uma garantia de melhores oportunidades de trabalho no futuro. Mesmo que as propinas não sejam um fator determinante na hora de decidir, os anos de duração dos cursos, com todos os custos que implicam e a perda de rendimento de trabalho, podem levar os alunos mais pobres a entrar diretamente no mercado de trabalho e dessa forma a subir as escadas quando podiam ir de elevador social, mas como os elevadores do metro também estão avariados.

Estão avariados. Bruno, e num país a perder crentes, ainda há coisas sagradas?

Olha Maria João, quanto mais desce a prática religiosa, maior é o número de coisas sagradas para substituir as antigas devoções, e a saúde é um bom exemplo, é a principal preocupação dos portugueses e até se compreende. Quando não se acredita no além, tem de se acreditar na saúde com todas as forças. Mas agora, e já nos últimos largos anos, também as reformas ascenderam à categoria do sagrado. E o próprio presidente da República veio dizê-lo este fim de semana, em resposta a um cidadão que se manifestou preocupado com a sua reforma. É que as reformas em Portugal podem ser baixas, mas para muita gente são mesmo uma boia de salvação e são uma daquelas relíquias em que os políticos não se atrevem a tocar sob pena de serem condenados à fogueira, à fogueira eleitoral, bem entendido por blasfêmia.

Eu já estava mais ou menos esquecido, que já tinha passado, mas esta medida anunciada já há uns tempos por Trump, agora voltou este sábado. O tema voltou a dominar o debate político com a aplicação pelos Estados Unidos de tarifas de 50% sobre produtos canadianos avaliados em 18,5 mil milhões de euros. As negociações entre os vizinhos norte-americanos falharam e os Estados Unidos atribuem a culpa ao Canadá. Já os canadianos culpam a administração Trump por alterações de última hora ao acordo que tornaram impossível o entendimento. Mas o Canadá promete ripostar dólar por dólar, segundo o primeiro-ministro Mark Carney, disse: "Achávamos que as tarifas tinham sido sol de pouca dura, é hora de tirarmos o cavalinho da chuva."

E da América do Norte passamos para a América do Sul, Bruno. Os motores eleitorais começam a aquecer no Brasil.

É, falta um mês e meio para as eleições presidenciais no Brasil, mas pode-se dizer que os motores já aqueceram. Os motores e não só.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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