Competição de foguetes junta em Constância a próxima geração do setor espacial europeu
Decorre até amanhã, 21 de outubro, a sétima edição do European Rocketry Challenge (EuRoC), competição universitária europeia de lançamento de foguetes ( rockets ) criada em 2020 pela Agência Espacial Portuguesa, que trouxe a Constância cerca de 700 estudantes universitários de 13 países.
A competição, a primeira do género na Europa, desafia estudantes universitários a lançar os seus foguetes de propulsão sólida, líquida ou híbrida em altitudes entre 3.000 e 9.000 metros.
Nos últimos anos, o European Rocketry Challenge tem vindo a afirmar-se como um motor de desenvolvimento do quadro científico e educativo europeu e nacional, alinhado com os objetivos que orientam a ação da Agência Espacial Portuguesa.
Durante quatro dias (de 17 a 20 de outubro) duas dezenas de equipas universitárias lançam no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, os foguetes que conceberam, desenharam e construíram ao longo do último ano.
Do total de equipas, 15 desenvolveram os próprios motores e sete delas usam propulsão líquida, tecnologia dos lançadores que colocam satélites em órbita.
Quatro das equipas que se apresentam à competição em 2026, incluindo a portuguesa Rocket Experiment Division (RED), do Instituto Superior Técnico, participam sem interrupção desde 2021 e transmitem o conhecimento de uma geração de alunos à seguinte.
A Constância estão todos os vencedores da competição desde 2021: a Aerospace Team Graz (2023 e 2025), a Skyward (2022 e 2024) e a EPFL Rocket Team (2021).
Na categoria rookie , equipas novas com pouca ou nenhuma experiência, competem cinco equipas, quatro delas estreantes.
“Na primeira fase de seleção, a experiência pesa, contam os projetos em que as equipas estiveram envolvidas, os voos já realizados e as competições em que participaram.
Uma equipa acabada de criar, e todos os anos aparecem várias, dificilmente chega à rampa de lançamento, por isso, decidimos reservar estes lugares para equipas novas, algumas criadas para competir no EuRoC”, explica Inês d’Ávila, gestora de programas de Transporte e Segurança Espacial e uma das gestoras do EuRoC.
A competição desafia os estudantes a desenvolver soluções de engenharia capazes de responder a exigentes critérios técnicos e de segurança, aproximando a formação académica das condições reais da indústria espacial.
“Para muitos destes estudantes, a equipa é a primeira experiência profissional.
Aprendem a desenhar um sistema complexo, a gerir um orçamento, a convencer patrocinadores e a cumprir prazos e regras de segurança.
São ensinamentos que nunca vão esquecer e é precisamente isso que a indústria procura”, afirma Marta Gonçalves, gestora de programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa.
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