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Football Leaks: Juiz adia sentença de inspetora e chama operacionais da PJ para saber se houve escutas ilegais

Diário de Notícias ·

O juiz André Marques dos Santos adiou a sentença da inspetora da Polícia Judiciária, Aida Freitas, e chamou seis operacionais da PJ para apurar se foram feitas ou não escutas ilegais ao advogado Aníbal Pinto no âmbito do caso Football Leaks, avança o Expresso .

Na origem desta decisão está a denúncia feita pelo coordenador David Freitas, marido da inspetora, que acusa o atual diretor da PJ, Carlos Cabreiro, de ter prestado falsas declarações ao tribunal quando disse que não foram feitas escutas ambientais na investigação ao caso, que terminou com a condenação em tribunal do “hacker” e do seu ex-advogado, Aníbal Pinto, e de ter pedido uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público.

David Freitas será o primeiro a ser ouvido, seguindo-se quatro inspetores da PJ que terão feito a escuta ambiental e elaborado um relatório a dar conta do "sucesso" da missão, e o inspetor José Amador, um dos responsáveis pela investigação e que garantiu em tribunal não ter havido qualquer escuta no caso.

Na denúncia enviada ao procurador-geral da República, David Freitas disse ter encontrado uma ordem de missão pedida por Cabreiro, que na altura era diretor da unidade de combate ao cibercrime da PJ, a ordenar as escutas e um consequente relatório sobre a diligência assinado pelos quatro inspetores agora chamados a depor em tribunal.

De acordo com o despacho, citado pelo Expresso , o juiz "solicita" à PJ que esclareça se os referidos documentos correspondem foram "emitidos/elaborados por elementos da Polícia Judiciária no exercício das suas funções" e se “os originais dos três documentos se encontram arquivados em alguma Unidade da Polícia Judiciária”.

Em caso afirmativo, a PJ deverá "esclarecer porque razão, em cumprimento do anteriormente determinado pelo Tribunal, não remeteu os mesmos em resposta ao solicitado".

Quando foi ouvida como testemunha no julgamento de Rui Pinto, Ainda Freitas declarou que se estava na estação de serviço de Oeiras, onde Aníbal Pinto, então advogado do hacker, se encontrou com Nélio Lucas, da Doyen, e o advogado Pedro Henriques, mas que não ouviu nada do que disseram porque “estava longe”.

Porém, a inspetora assinou um auto “sem o ler”, segundo os visados, e garantiu que tinha sido José Amador, que estava do lado de fora da estação de serviço, a escrevê-lo.

Por isso, foi acusada de falso depoimento.

David Freitas foi, entretanto, transferido da UPAT, Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico que faz escutas e vigilâncias na PJ, para a Escola da PJ, e alvo de um processo disciplinar da PJ.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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