AfD admite que não vai conseguir formar governo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. SPD prepara coligação com Verdes e Esquerda
O líder da Alternativa para a Alemanha (AfD), Leif-Erik Holm, admitiu esta segunda-feira que, apesar da vitória nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental , tudo indica que não conseguirá formar governo neste estado federado do nordeste da Alemanha. Segundo ainda Holm, tudo aponta para uma coligação entre o Partido Social-Democrata (SPD), A Esquerda e Os Verdes.
"Conseguimos um grande resultado, somos a primeira força. Acabámos com a coligação vermelho-vermelho. Infelizmente, tudo indica que agora teremos uma coligação vermelho-vermelho-verde", afirmou, numa alusão às cores que representam os vários partidos, durante uma conferência de imprensa em Berlim.
A AfD venceu as eleições de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental com 38,2% dos votos, à frente do SPD, que obteve 35,5%. A Esquerda conseguiu 6,5% e Os Verdes 5,7%.
A União Democrata-Cristã (CDU) — o partido do chanceler Friedrich Merz — ficou fora do parlamento regional, com 4,9%, numa situação inédita desde a fundação desta formação, tal como a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), populista de esquerda, com 4,8%, e o Partido Liberal (FDP), com 1,0%.
Holm afirmou que, durante a noite eleitoral, houve um momento em que poderia ter-se formado uma configuração que daria a maioria absoluta à AfD, uma vez que Os Verdes e A Esquerda ultrapassaram apenas por uma margem estreita o limiar dos 5,0% e poderiam ter ficado fora do parlamento.
Na conferência de imprensa, Holm esteve acompanhado pelos dois copresidentes federais do seu partido, Tino Chrupalla e Alice Weidel, que celebraram o resultado e afirmaram que a AfD afastou a CDU enquanto opção de direita no leste da Alemanha.
Weidel insistiu numa frase que tem repetido nas últimas semanas, segundo a qual "a CDU nunca mais voltará a ganhar umas eleições".
"Para o SPD de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental é claro que temos o mandato para fazer parte do governo juntamente com os partidos democráticos que entraram no parlamento regional", afirmou durante uma conferência de imprensa em Berlim, ao lado dos copresidentes dos sociais-democratas, Bärbel Bas e Lars Klingbeil, e do candidato à Câmara de Berlim, Steffen Krach.
Schwesig mostrou-se convicta de que os 35,5% dos eleitores que votaram no seu partido querem que continue o seu trabalho como primeira-ministra regional e a formação de "um governo democrático e estável".
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