BAI Europa diz que está a colaborar com a PJ na sequência de buscas
O Banco BAI Europa afirmou esta quarta-feira que está a colaborar com as autoridades competentes, na sequência de buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ), garantindo que está a prestar toda a cooperação necessária no âmbito das diligências em curso.
“Na sequência das notícias hoje divulgadas em diversos órgãos de comunicação social, relativamente a buscas realizadas pela Polícia Judiciária, o Banco BAI Europa informa que está a colaborar com as autoridades competentes”, refere a instituição num comunicado divulgado a 14 de outubro.
O banco sublinha que desenvolve a sua atividade em Portugal «no respeito integral por toda a legislação e regulamentação aplicável», orientando a sua atuação por princípios de ética, integridade, rigor e responsabilidade.
“Atendendo à natureza do assunto, o BAI Europa não fará, nesta fase, comentários adicionais”, acrescenta.
O Banco BAI Europa está presente em Portugal há mais de 25 anos.
A instituição nasceu em 2002, quando a sucursal em Lisboa do BAI – Banco Angolano de Investimentos, aberta em 1998, passou a filial, constituindo-se como uma instituição financeira de direito português, regulada pelo Banco de Portugal.
Com sede nas Amoreiras, em Lisboa, o banco desenvolve a sua atividade sobretudo junto de empresas, embora tenha vindo a reforçar a oferta dirigida a clientes particulares.
A instituição conta com mais de 100 colaboradores.
A Polícia Judiciária, em conjunto com a Autoridade Tributária, pôs esta quarta-feira em marcha um total de 53 buscas que incidem sobre o Banco Carregosa, no Porto, o Banco Angolano de Investimentos, em Lisboa, várias imobiliárias e escritórios de advogados.
As buscas estão a decorrer nestes dois bancos por suspeita de um esquema no Imposto Municipal Sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT.
As imobiliárias em causa criariam nome no mercado, sendo depois vendidas a fundos imobiliários com consequente impacto na especulação, segundo a RTP.
“A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou, hoje, uma operação policial, no âmbito de três inquéritos titulados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, e na qual foram executadas 53 buscas em domicílios, sociedades comerciais, instituições bancárias e escritório de advogados, nas áreas de Lisboa, Porto e Setúbal”, lê-se em comunicado da PJ.
Em causa estão “factos suscetíveis de configurar a prática de crimes de burla tributária qualificada, relacionados com a obtenção indevida da isenção de Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT)”.
Estima-se que, entre 2017 e 2025, o prejuízo causado ao Estado ascenda a mais de 66 milhões de euros, refere uma noticia da RTP.
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