6h. Conselho Europeu continua hoje em Bruxelas
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Bom dia. Começamos com os protestos no Porto. Ao contrário do que tinha sido anunciado inicialmente pela organização, os manifestantes não pernoitaram na Praça Dom João I. Já passava da 01:00 quando os manifestantes alegaram falta de condições de segurança e por isso acabaram por abandonar a praça, apesar de antes terem decidido que iam voltar a dormir na rua. O protesto pelo direito à habitação chegou a reunir milhares nas ruas do Porto ao início da noite de ontem, depois de a última madrugada ter ficado marcada por uma intervenção policial que causou feridos. A acompanhar esta montanha-russa na Praça Dom João I, esteve o repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia.
À sexta noite de protestos e depois do que foi até hoje a maior mobilização deste movimento, a praça que de tarde se encheu de milhares de manifestantes, está agora praticamente vazia. Foi uma verdadeira montanha-russa aquilo que aconteceu hoje na Praça Dom João I, mas não só. Já de manhã se sentiam aqui os ânimos exaltados depois da carga policial da última noite. As palavras do primeiro-ministro e também do presidente da Câmara não terão contribuído para um apaziguar dos ânimos, e isso foi visível no início dos protestos. Havia muitos cartazes dirigidos a um novo alvo, claro, Pedro Duarte, o autarca do Porto. Depois de uma mobilização incomparável com a das últimas noites, a praça encheu tanto que transbordou. E sem que se esperasse, os manifestantes invadiram as ruas do Porto com a polícia a olhar atentamente, mas a verdade é que foram os próprios manifestantes que cortaram o trânsito num pequeno, pequeníssimo percurso até à Avenida dos Aliados. Ainda subiram as rampas de acesso à Câmara, mas, e nestes momentos de maior tensão, a caminhada acabou por terminar pouco depois, com o regresso à praça, onde havia uma decisão a tomar e essa decisão foi tomada em assembleia popular: iriam voltar a dormir na praça, mas desta vez sem tendas. Era esta a decisão, até que um pequeno episódio condenou esta intenção, porque a certa altura, perto da meia-noite, uma pessoa foi assistida pelo INEM depois de um desacato e a partir daí começaram a surgir insinuações por parte dos manifestantes de que haveria pessoas infiltradas e armadas com facas com o objetivo de causar distúrbios. Estas preocupações foram partilhadas com a PSP, mas ao que o Observador conseguiu apurar junto de fonte policial, a polícia revistou sim duas pessoas, mas não apreendeu armas. A verdade é que mesmo assim, as suspeitas já estavam lançadas e a decisão de dormir já tinha sido revertida e por isso agora esta praça, que ainda há pouco estava completamente cheia, com milhares de manifestantes, está agora vazia. Restam poucas dezenas de pessoas, mas muito longe desses milhares que chegaram a encher a praça naquele que foi o maior protesto dos últimos dias.
Miguel Pinheiro Correia, que dá conta desta reviravolta no Porto, na Praça Dom João I, ontem à noite. O PCP acusa Luís Montenegro de ser um verdadeiro egoísta na luta pela habitação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.