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O que se passa com escadas e elevadores do Metro de Lisboa?

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O que se passa com escadas e elevadores do Metro de Lisboa?

Ana Suspiro Texto Miguel Feraso Cabral Web design Beatriz Martins Vídeo

Em fevereiro foi batido o recorde de equipamentos avariados: havia 40 escadas rolantes e 38 elevadores parados nas estações da capital. A manutenção mudou e vão-se notando melhorias.

Quem nunca saiu da plataforma do Metro e se deparou com umas escadas ou um lanço de escadas elétricas avariadas? O Metropolitano de Lisboa tem 234 escadas, 10 tapetes e 133 elevadores distribuídos por 46 estações que suportam um uso intensivo estimado em 18 horas por dia. São 377 equipamentos de diferentes marcas e gerações tecnológicas e que estão em estágios distintos do seu ciclo de vida. Naquele que é um dos maiores parques nacionais de equipamentos mecânicos de transporte e elevação de pessoas, a existência regular de avarias é, até certo ponto, inevitável. Mas, a partir de 2021, foi notória a subida constante no número de equipamentos avariados.

O Metro mudou a abordagem à manutenção com resultado na taxa de indisponibilidade, que, embora tendo baixado, ainda não fez desaparecer a lista de equipamentos avariados há mais de um ano. Está a ser testado um projeto piloto nas estações da Baixa-Chiado e do Aeroporto que pode revolucionar a manutenção de escadas e elevadores, mas implica uma subida dos custos.

Dados remetidos ao Observador pelo Metropolitano de Lisboa mostram que a indisponibilidade de escadas e elevadores passou de taxas abaixo dos 5% até 2020 para mais do dobro — 10,7% — nas escadas mecânicas. A percentagem de indisponibilidade superou os 13% em 2024 e 2025. Nos elevadores o salto nas avarias ainda foi mais expressivo a partir de 2021, tendo chegado a uma taxa de indisponibilidade de 16,7% em 2024 e quase 25% — um quarto de todos os elevadores — no ano passado. Até 2020, estas percentagens situavam-se abaixo dos 5%.

As escadas representam 63% de todo o parque, sendo por isso o ativo dominante do ponto de vista de manutenção, disponibilidade operacional e perceção de conforto para os passageiros. A disrupção nos elevadores é menos visível para a generalidade dos passageiros, mas estes equipamentos são fundamentais para as pessoas com mobilidade reduzida ou com carrinhos de bebé e frequentemente são a única opção para chegar à plataforma onde circulam as composições ou à rua.

Alto dos Moinhos, Laranjeiras, Jardim Zoológico e Praça de Espanha na linha azul são as únicas estações do Metro que ainda não têm equipamentos mecânicos. Em julho, o Martim Moniz na linha verde passou a ter elevadores. O mesmo está previsto para a Praça de Espanha até final de agosto. A rede conta com 56 estações, mas seis delas são duplas. Saldanha, Campo Grande, Alameda, Marquês do Pombal, Baixa-Chiado e São Sebastião contam duas vezes, uma por cada linha que servem.

Outro sinal de alarme foi o prolongamento no tempo destas avarias. Em janeiro, havia seis escadas rolantes em toda a rede que estavam avariadas há mais de 1.000 dias (pouco mais de três anos). E cerca de 16 equipamentos estavam sem operar há um ano ou mais. Estas situações reduziram-se em junho, com uma exceção (Cais do Sodré).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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