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Economia

Um pacto para a Saúde é um compromisso para o futuro do país

Jornal Económico ·
Um pacto para a Saúde é um compromisso para o futuro do país

Portugal tem hoje uma oportunidade rara na saúde.

Não por dispor de mais recursos, nem porque os desafios são menores.

Precisamente pelo contrário.

Porque o envelhecimento da população, a crescente carga de doença crónica, a pressão sobre os profissionais de saúde e as exigências da inovação colocam ao país desafios que ultrapassam largamente o horizonte de uma legislatura e exigem uma visão de longo prazo.

É por isso que a iniciativa presidencial coordenada pelo Professor Adalberto Campos Fernandes, para a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde, merece reconhecimento.

Num contexto político frequentemente marcado pela alternância de prioridades e pela gestão da urgência, a criação de um espaço de consenso nacional representa um exercício de maturidade democrática e de responsabilidade coletiva.

Mas um pacto apenas fará a diferença se for mais do que uma declaração de princípios.

Precisamos de um compromisso capaz de estabelecer prioridades claras, metas mensuráveis e mecanismos de execução que permitam transformar consensos em resultados.

Porque aquilo que está verdadeiramente em causa não é apenas a sustentabilidade do SNS.

É a capacidade de Portugal garantir mais anos de vida com saúde, autonomia e qualidade.

A realidade que enfrentamos é conhecida.

Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa.

Mais de quatro em cada dez adultos vivem com uma doença crónica e a evidência mostra que este fenómeno já não resulta apenas do envelhecimento da população.

Está também a surgir mais cedo ao longo da vida e a agravar desigualdades sociais e económicas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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