Mercados abrem segunda sob pressão de escalada no Médio Oriente e na Ucrânia, após subida de taxas da Fed
Os mercados financeiros preparam-se para uma segunda-feira de volatilidade, com investidores a acompanhar de perto a escalada de ataques no Médio Oriente e a intensificação da guerra Rússia-Ucrânia, enquanto digerem o primeiro aumento de taxas de juro da Reserva Federal dos EUA em três anos .
A segunda-feira deve abrir com atenção aos futuros, aos movimentos do crude e a qualquer notícia de fim de semana sobre o Médio Oriente ou o diálogo EUA-China.
Os futuros de Wall Street apontavam para uma abertura positiva no fim de semana, mas o sentimento permanece cauteloso e vai depender da escalada geopolítica.
Na sexta-feira, o Dow Jones Industrial Average fechou em baixa de 0,18%, aos 51.682,64 pontos, o S&P 500 avançou 0,17% para 7.650,50 e o Nasdaq Composite subiu 0,39% para 26.522,55.
A Fed elevou na quarta-feira a taxa de referência em 25 pontos base, para a faixa de 3,75%-4,00%.
As projeções dos responsáveis apontam para pelo menos mais um aumento este ano, e os mercados precificam agora cerca de 57% de probabilidade de uma nova subida já em outubro.
Na Europa, o Stoxx Europe 600 caiu 1,1% na sexta-feira, para cerca de 635 pontos, e terminou a semana com perdas de cerca de 0,6%.
O DAX alemão e o FTSE 100 recuaram 1,6% e 1,45%, respetivamente, na sessão, pressionados por preocupações com o petróleo e com as yields soberanas.
O CAC 40 perdeu 1,49% numa altura em que as yields a 10 anos da dívida francesa disparam 12,19 pontos base para um recorde de 4,56%.
A França anunciou este fim de semana que o nível de endividamento vai continuar a aumentar, atingindo 119,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e 121,7% em 2027, níveis recorde, segundo projeções do Ministério da Economia e das Finanças francês.
Na zona euro, as Bunds alemãs a 10 anos situam-se perto de 3,52% (a subirem 4,19 pontos base) , enquanto a OAT francesa a 10 anos vê o spread (prémio de risco) face às Bunds alargar-se.
As yields dos Treasuries norte-americanos mantêm-se elevadas: o título a 10 anos cotava perto de 5,00%, o de 20 anos em torno de 5,38% e o de 30 anos próximo de 5,33%.
O petróleo continua em níveis elevados.
O Brent cotava perto dos 104 dólares por barril e o WTI na zona dos 100 dólares, sustentados por risco de disrupção de oferta no Médio Oriente.
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