Reunião magna da UGT marcada por escolha de sucessor de Lucinda Dâmaso
O 15.º Congresso da UGT arranca neste sábado na Figueira da Foz , quase quatro meses após o “chumbo” da lei laboral, numa reunião que será marcada pela escolha de quem vai suceder a Lucinda Dâmaso na presidência da central sindical, dado que a ex-vice presidente do PSD, que está no cargo desde 2013, se encontra de saída.
Sob o mote “Juntos por um Futuro mais Justo”, a reunião magna da central sindical chegou a estar prevista para abril deste ano, mas foi adiada devido a questões logísticas.
O arranque do 15.º Congresso da UGT será marcado pela intervenção da ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social , numa reunião que acontece após um longo período de negociações em torno da revisão da legislação laboral, que terminaram sem acordo entre Governo e parceiros sociais e com a proposta a ser rejeitada no parlamento.
Além de Rosário Palma Ramalho, na sessão de abertura estão ainda previstas as intervenções do ex-líder do PSD e presidente da Câmara da Figueira da Foz Pedro Santana Lopes, da presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, e do secretário-geral da UGT, Mário Mourão .
Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os Trabalhadores Social Democratas (TSD) indicam o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral, ainda que os estatutos sinalizem que podem apresentar-se outros candidatos no congresso da central, desde que reúnam os apoios necessários (20% dos delegados), o que nunca aconteceu na história da UGT.
A ex-autarca e presidente do STE Rosa Sousa é a candidata indicada pela tendência social-democrata a presidente da UGT, confirmou a própria à Lusa na quarta-feira, depois de o nome de Francisco Pimentel não ter reunido consenso.
Os TSD chegaram a propor o nome do deputado do PSD e presidente do SINTAP Francisco Pimentel ao secretariado nacional, contudo, a proposta não reuniu consenso e chegou a ser rejeitada pelo órgão executivo máximo da central sindical.
Na altura, uma fonte ouvida pela Lusa realçava que Francisco Pimentel “tudo fez para proteger a unidade da UGT”, no âmbito do processo negocial que decorreu entre Governo e parceiros sociais sobre as alterações à lei laboral e que levou o secretariado nacional da central sindical a rejeitar por duas vezes, por unanimidade, as propostas apresentadas pelo Governo.
Outra fonte apontava, na altura, que a escolha poderia não ser pacífica, lembrando que o deputado votou, ao lado da sua bancada, a favor da proposta do Governo para rever a lei laboral.
A rejeição do nome proposto pela tendência social-democrata foi classificada como “lamentável” pelo então secretário-geral dos TSD, Pedro Roque, que, entretanto, se demitiu, tendo sido substituindo por Álvaro Carneiro.
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