Rússia detém jornalista japonês por suspeitas de espionagem
Os serviços de segurança russos (FSB) detiveram um jornalista japonês que trabalha para o diário nipónico regional Hokkaido Shimbun, acusando-o de espionagem, noticiaram hoje as agências de notícias russas.
O FSB acusa o jornalista, detido na ilha de Sacalina, no Extremo Oriente russo, de ter recolhido informações relativas à "capacidade de defesa da Rússia" para as utilizar contra a segurança do país.
Segundo as agências russas, os serviços de segurança abriram um processo criminal contra o jornalista, estando previstas novas diligências de investigação.
Segundo a agência russa TASS, o cidadão japonês, acreditado junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em Iujno-Sakhalinsk, capital administrativa da região de Sakhalin, é acusado de espionagem a favor de "um dos serviços secretos japoneses".
O caso surge num contexto de fortes tensões nas relações entre a Rússia e o Japão, nomeadamente devido ao estatuto de quatro ilhas do Extremo Oriente ocupadas pelo então exército soviético em 1945.
Em agosto, o Presidente russo, Vladimir Putin, deslocou-se pela primeira vez às ilhas Curilas, numa visita considerada "absolutamente inaceitável" pelo Japão, que reivindica parte deste arquipélago.
Designadas por "Curilas do Sul" pela Rússia e "Territórios do Norte" pelo Japão, estas ilhas integram a região russa de Sakhalin no Extremo Oriente.
Chamam-se Iturup (Etorofu, em japonês), Kunashir (Kunashiri), Shikotan e Habomai, um conjunto de ilhéus tradicionalmente considerado como uma única ilha.
Para o Japão, porém, as ilhas continuam a pertencer à prefeitura de Hokkaido, tal como acontecia antes da Segunda Guerra Mundial, e estão "ilegalmente ocupadas pela Rússia".
O Japão endureceu a sua posição em relação à Rússia desde o início da ofensiva russa em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Paralelamente, a Rússia e a China estreitaram recentemente relações, com as respetivas Marinhas e Forças Aéreas a realizarem exercícios regulares conjuntos em zonas próximas do Japão, levando os aviões japoneses a descolarem em alerta centenas de vezes por ano.
Leia Também: NATO afirma manter vigilância após ataques a cargueiros no Mar Negro
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.