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Cerca de 480 mil pessoas manifestaram-se hoje em toda a França

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Cerca de 480 mil pessoas manifestaram-se hoje em toda a França

Cerca de 480 mil pessoas manifestaram-se hoje por toda a França, no quinto dia de mobilização de estudantes do ensino secundário, anunciou a intersindical de organizações estudantis.

Há uma semana, numa outra jornada de protestos, foram contabilizados entre 266.000 (segundo as autoridades) e 450.000 manifestantes (segundo os organizadores) no país, incluindo entre 56.000 e 100.000 em Paris.

Ao início da tarde de hoje, milhares de estudantes, professores e sindicatos iniciaram uma marcha na capital francesa para continuar as suas exigências de que o Governo reforme imediatamente o ensino secundário.

O protesto ocorre poucas horas antes do início, na Assembleia Nacional, do debate parlamentar, que se antecipa difícil, sobre o orçamento nacional para 2027, que prevê 43 mil milhões de euros em "medidas para reabilitar as finanças" numa tentativa de reduzir a dívida pública, que atingiu os 112% do Produto Interno Bruto (PIB).

A marcha começou pelas 14:30 locais (menos uma hora em Lisboa), junto ao edifício da Câmara Municipal de Paris, com os participantes a afirmar: "Mesmo que o Estado não nos queira, aqui estamos", relatou o jornal Le Monde no local, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.

Entre os presentes está a ativista ambiental Greta Thunberg e o líder de esquerda radical Jean-Luc Mélenchon.

Nos cartazes que manifestantes ostentavam também se lia: "Podemos confiscar os nossos telemóveis, não os nossos direitos" ou "Sejam realistas, peçam o impossível", relatou a agência espanhola EFE.

As associações estudantis apelam a uma reforma abrangente do ensino secundário, exigindo o fim da sobrelotação nas salas de aula e, acima de tudo, a remodelação do procedimento de acesso ao ensino superior (Parcoursup), criticado pelo "estrangulamento" das candidaturas à admissão que criou e pela dificuldade dos professores em examiná-las todas.

A secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Sophie Binet, explicou à FranceInfo que "esta mobilização é o símbolo do balanço de dez anos de 'macronismo'" – referindo-se ao Presidente francês, Emmanuel Macron -, e alertou que o país está "à beira da rutura" e num ambiente de "imensa raiva".

Binet pediu aos estudantes que retomem as manifestações no próximo fim de semana, que se prevê ser de enorme tensão porque no domingo, 18 de outubro, os "coletes amarelos" sairão às ruas, para comemorar o quinto aniversário das manifestações de 2011 contra o aumento dos preços dos combustíveis.

Binet também convocou uma greve geral para 05 de novembro.

O Governo insiste que a mobilização está em declínio, mas neste momento há 214 escolas encerradas, segundo um comunicado do Ministério da Educação, que, no entanto, sublinhou que a violência está a aumentar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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