Vice da Comissão Europeia diz que é possível mitigar riscos nos fundos para a Madeira
O vice-presidente da Comissão Europeia (CE) Raffaele Fitto disse esta quinta-feira que ainda não está definido o valor que será atribuído à Madeira no próximo quadro financeiro, mas realçou que é possível criar condições para mitigar riscos .
Rafaelle Fitto assinalou que a Madeira “desenvolveu-se claramente nos últimos anos”, apresentando uma melhoria na situação económica e no valor do PIB, aspetos que são tidos em conta nos valores atribuídos.
No entanto, acrescentou o responsável, é possível “criar as condições para mitigar riscos” de uma eventual perda de fundos e continuar a desenvolver a Madeira.
Raffaele Fitto falava aos jornalistas após uma reunião com o presidente do Governo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, e todos os secretários regionais, no Funchal, para abordar o próximo quadro financeiro 2028/2034 e a Política de Coesão da União Europeia .
O vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Coesão e Reformas referiu que, na semana passada, foi aprovada uma nova estratégia para as regiões ultraperiféricas , dando possibilidade de as regiões se desenvolverem em diversas áreas-chave.
Fitto acrescentou que o próximo quadro financeiro ainda está a ser discutido, deixando, porém, a garantia de que os próximos passos passam por proporcionar às regiões ultraperiféricas “um papel mais importante”.
O responsável defendeu que estas regiões assumem uma importância estratégica para a Europa em áreas como a defesa, a investigação e a biodiversidade .
Raffaele Fitto reuniu-se esta quinta-feira também com o representante da República para a Madeira, Paulo Barreto, e com a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal.
Da agenda do vice-presidente da Comissão Europeia constam ainda visitas a projetos financiados com fundos europeus na região.
O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque , referiu que a proposta do próximo quadro plurianual está a ser discutida e reivindicou “um tratamento específico” por parte da União Europeia, apesar do crescimento do PIB .
O governante considerou a Madeira enfrenta problemas estruturais devido à situação de insularidade, que não são resolvidos com apenas com crescimento económico.
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