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Pensões. IL acusa Governo de perder tempo

Observador ·
Pensões. IL acusa Governo de perder tempo

A IL considerou esta quarta-feira que as conclusões do grupo de trabalho sobre a sustentabilidade da Segurança Social confirmam as posições do partido e não deviam surpreender, acusando o Governo de perder tempo ao não avançar já com uma reforma.

“O relatório do grupo de trabalho coordenado por Jorge Bravo, hoje apresentado, confirma o que a Iniciativa Liberal repete há anos: o sistema de pensões não é sustentável no desenho atual, e o excedente que sucessivos Governos e parte da oposição de que se orgulham e se querem apropriar em medidas populistas é, nas palavras do próprio coordenador do estudo, uma “ilusão””, escreve a IL em comunicado enviado à comunicação social.

Os liberais, recorrendo às conclusões do relatório, argumentam que “ parte do excedente da Segurança Social é um efeito contabilístico ” e consideram que “nada disto devia ser uma surpresa”.

A IL afirma que “já foram feitos vários estudos, comissões, grupos de trabalho, auditorias e relatórios que apontam todos no mesmo sentido” e que “o problema nunca foi a falta de diagnóstico mas sim a falta de vontade de agir sobre ele , algo que se mantém inalterado mesmo com este Governo”.

O partido recorda que a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, disse estar “fora do horizonte” uma reforma estrutural da Segurança Social e considerou que, com essa posição, o Governo está a desperdiçar tempo para resolver problemas conhecidos.

“Traduzindo: mais quatro anos perdidos. É esse o tempo que o sistema vai continuar a acumular problemas que hoje já estão identificados”, frisa.

Sobre as sugestões do relatório, o partido diz que “há partes que vão na direção do que a IL já defendia, como os planos complementares com inscrição automática e a conta-poupança reforma para os mais jovens” e aponta que “o modelo central continua a ser de repartição, sem capitalização real”.

Para a IL, lê-se no comunicado, “a única forma de dar segurança às gerações mais novas é deixá-las controlar mais a sua própria poupança, não apenas ajustar fórmulas dentro de um sistema que os próprios peritos do Governo já dizem estar em rota de insustentabilidade”.

“É tempo de o Governo perceber a urgência do tema.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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