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Economia

Subida de 10% do petróleo e gás aumenta inflação europeia até 0,36 pontos percentuais, indica estudo

Jornal Económico ·
Subida de 10% do petróleo e gás aumenta inflação europeia até 0,36 pontos percentuais, indica estudo

Por cada subida de 10% dos preços do petróleo e do gás, a inflação global na Europa poderá aumentar até 0,36 pontos percentuais, de acordo com um estudo da New Economics Foundation (NEF), publicado hoje.

Além disso, partindo de uma subida de 50% dos preços do petróleo e do gás, os investigadores “concluíram que esta poderia aumentar a inflação em até mais 1,8 pontos percentuais no ano seguinte – além dos níveis de inflação já existentes”.

Num comunicado, a entidade indicou que a título de contexto, “os preços do petróleo subiram cerca de 47% entre junho de 2025 e junho de 2026 e 67% entre junho de 2021 e junho de 2022”, concluindo que “uma subida dos preços dos combustíveis fósseis representa o maior risco inflacionista em todos os países analisados, com exceção de dois, e esteve entre os cinco maiores riscos em todos os países estudados”.

Os investigadores deram ainda conta do aumento da inflação global resultante de um choque de 50% nos preços do coque, dos produtos petrolíferos e no fornecimento de energia, por país da UE, assumindo uma repercussão de 20% do efeito total no prazo de um ano.

Para Portugal, o aumento seria de 1,02 pontos percentuais.

Lembrando que na próxima quarta-feira, Ursula von der Leyen fará o discurso sobre o estado da União, no qual se espera que aborde a questão climática, “o relatório conclui que a expansão da energia eólica e solar produzida internamente, para evitar a crise climática, é também fundamental para limitar a inflação, uma vez que reduz a exposição da Europa à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis”.

O estudo recordou que ao contrário do petróleo e do gás importados, “as energias renováveis são produzidas internamente, estão protegidas de riscos geopolíticos e não estão sujeitas à especulação financeira”, apontando que o Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu que “cada ponto percentual adicional de participação das energias renováveis reduz, em média, os preços grossistas da eletricidade em 0,6%”.

O estudo conclui ainda que “a Europa está mal preparada para fazer face a estes choques, uma vez que as taxas de juro elevadas fixadas pelo Banco Central Europeu (BCE) tornam muito dispendiosa a construção de infraestruturas de produção de energias renováveis”, recomendando que o BCE “estabeleça uma taxa de juro mais baixa específica para o investimento verde, como a energia eólica e solar”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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